Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 13/04/2020

Embora a internet tenha possibilitado o acesso imediato às notícias, é necessário um senso crítico para utilizá-la como fonte de informação. Dado que as “Fake News” se disseminam pelas redes sociais através de pessoas que se baseiam em opiniões pré-estabelecidas, sem se preocupar com a fonte da notícia, trazendo consequências tanto para a indústria midiática como também para a sociedade em geral.

Inicialmente, cabe destacar a grande consequência das notícias falsas à imprensa profissional. Isso se deve ao momento de intensa polarização ideológica, que dá uma grande visibilidade a matérias apelativas e sensacionalistas, as quais se proliferam mais facilmente através de pessoas que buscam argumentos para justificar seus posicionamentos, sem se preocupar com a veracidade, tal fato é observado em pesquisa realizada pela Advice Comunicação Corporativa, a qual revela que 78% dos brasileiras utilizam as mídias sociais para se informar e 42% assumem já ter compartilhado alguma notícia falsa. Assim nota-se uma desvalorização da imprensa profissional e uma promoção da “indústria de cliques”.

Além disso, a falta de senso crítico da sociedade digital torna-se uma problemática ainda maior quando transcende os meios digitais. Um exemplo, são as inúmeras fake news espalhadas durante a pandemia do coronavírus, como métodos de cura ou de prevenção inverídicos, que podem colocar a vida muitas pessoas em risco. Isso se deve à necessidade das pessoas de serem as primeiras a receber e repassar uma notícia diante de uma grande polêmica. Dessa forma, observa-se uma grande irresponsabilidade da sociedade digital diante do uso das mídias sociais, gerando um paradoxo entre a capacidade de informação e a alienação que elas podem trazer.

É evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para a amenização dessa problemática. Inicialmente, cabe ao Estado, por meio do ministério responsável pela comunicação intensificar a fiscalização do compartilhamento de notícias falsas, por meio plataformas digitais que identifiquem e punam o autor de tal compartilhamento. Simultaneamente, é necessário, em conjunto com o Ministério da Educação oferecer cartilhas educativas nas escolas a fim de alertar os alunos e pais do risco do compartilhamento de notícias falsas. Só assim, as mídias sociais se tornarão uma fonte de informações mais segura.