Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
A desinformação na era da informação
Se por um lado a internet democratizou a comunicação, por outro ela facilita a divulgação de conteúdo feito sem responsabilidade. Na vida virtual a divulgação de notícias falsas podem ter consequências reais e causar problemas para todos os envolvidos. A internet ampliou o alcance de uma mentira e intensificou esse fenômeno que pode modificar a trajetória de muitas vidas e mudar o curso da história.
Mormente, o indivíduo pode ser um receptor, propagador e mesmo criador de conteúdo na internet. Um poder dado, muitas vezes, sem que as devidas responsabilidades e consequências do mundo virtual sejam discutidas. O conteúdo propagado na rede pode ter consequências fatais no mundo real. Foi o que aconteceu com Fabiane Maria de Jesus, em 2014 no estado de São Paulo. A mulher de 33 anos foi linchada pela comunidade que a confundiu com uma suposta sequestradora de crianças, a qual tinha o retrato falado circulando nas mídias sociais, e não passava de um boato.
Ademais, outro fator a salientar é a influência das falsas notícias no rumo da história de uma nação. Para modelar a opinião pública e distorcer a realidade são utilizados discursos e textos que tocam nas crenças e emoções do indivíduo. Essa é a era da “pós-verdade” no qual a veracidade de um fato simplesmente não importa diante do impacto imediato de uma mentira. Essas notícias falsas são muito utilizadas na política, essa artimanha foi utilizada pelo presidente norte americano Trump para vencer as eleições presidenciais. De acordo com o G1 as notícias falsas disparadas no Facebook sobre as eleições nos EUA alcançaram um público maior do que aquelas de jornais conceituados e de 20 publicações falsas 17 eram a favor de Donald Trump.
Depreende-se, portanto, que a proliferação de falsas notícias é nociva à sociedade. Assim, cabe ao Estado desenvolver campanhas de conscientização sobre o compartilhamento de informações na rede. E por meio de investimentos no Ministério de Ciência e Tecnologia é possível aprimorar a fiscalização do que é publicado na rede. Também sendo necessário punições mais rígidas àqueles que ultrapassam os limites no mundo virtual. O Ministério da Educação deve incluir no currículo escolar, desde o ensino fundamental, a educação digital que contribuirá para o uso consciente da internet. Dessa forma, será possível uma convivência harmoniosa com o mundo digital.