Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
O seriado norte-americano “Gossip Girl” refere-se à uma figura anonima responsável por disseminar através de um blog, escândalos referentes a elite de Manhattan em primeiras mãos, como forma de locupletar seu capital social afetando diretamente na vida dos envolvidos. Fora da ficção, a realidade contemporânea não se faz distante. Uma vez que a sociedade encontra-se cada vez mais propensa às redes de comunicação, as quais propiciam o anonimato, onde os princípios morais são facilmente flexibilizados. Nesse contexto, problemáticas como a propagação de notícias falsas e a desmoralização privada ou pessoal são acarretadas.
Em primeiro plano, é necessário considerar os avanços da tecnologia de comunicação advindos a partir da década de 1970. Das mídias impressas às redes telefônicas, das redes sociais aos blogs, a sociedade nunca recebeu tanta informação como nos dias atuais. Diante dessa transformação, a informação produzida ficou mais rápida e acessível, mas também confundiu os critérios de prioridade e estabelecimento de espaço. De acordo com um estudo realizado por cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, as fake news se espalham 70% mais rápido que as notícias verdadeiras. Isso ocorre por tratar de pretensas informações divulgadas como verdadeiras, mas que não se confirmam ou não encontra-se respaldo à respeito na realidade, geralmente procedentes de uma corrente de compartilhamentos relacionados ao comodismo de se preocupar com a veracidade. Não importa a informação, mas sim, o capital social por repassa-lá previamente.
Outrossim, uma notícia passada como se fosse informação, quando é falsa, pode inclusive, tirar a vida de alguém. Como é o exemplo da “Bruxa de Guarujá”, cujo o retrato falado circulava acompanhado de um texto que lhe caracterizava as ações. Tal texto ganhou crédito e foi muito repercutido nas redes sociais, estendido como uma verdade por essa comunidade. Como consequência dessa ação, uma mulher de forma enganosa foi linchada publicamente.
Tendo em vista os aspectos analisados, cabe ao poder executivo, através do Ministério de Educação o acréscimo das aulas de filosofia na grade escolar e, a aplicação de palestras voltadas ao uso consciente dos meios de comunicação, afim de desenvolver a capacidade crítica e conservar os princípios morais e éticos dos indivíduos. Ademais, cabe a Secretaria Especial de Comunicação Social juntamente com os meios de produções midiáticas garantir a coletividade, visando não só noticiar a população, mas instruir a responsabilidade sobre a propagação de determinados conteúdos, resultando no decréscimo da disseminação de noticias falsas.