Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
É inegável que as “Fake News”, no geral, invadiram o cenário mundial, trazendo consigo inúmeros riscos e consequências. Prova disso esta no ocorrido de Guarujá, litoral de São Paulo, em que Fabiane Maria de Jesus foi linchada pela população ao ser confundida com a descrição de um retrato falado, que se referia a uma mulher que sequestrava crianças para rituais de magia, compartilhado nas redes sociais. Assim como citado, a viralização de noticia falsas tem o poder de instigar a violência, bem como de afetar até mesmo a saúde publica do país, ficando nítido que medidas precisam ser tomadas, com o intuito de reprimir essa disseminação desenfreada de boatos.
A princípio, vale destacar que, a pós-modernidade e as constantes evoluções dos meios de comunicação trouxeram uma infinidade de informações simultâneas aos indivíduos, fazendo com que cada vez menos se verifique a veracidade das mesmas. Além disso, conforme uma pesquisa do jornal “BuzzFeed.News”, o Facebook é a terceira maior fonte de notícia dos entrevistados, o que gera preocupação, pois, uma plataforma caracterizada como rede social tem adquirido papel de canal de conhecimento. Com base nisso, são cada vez maiores os casos de violência e ameaça, em resposta a noticias infundadas, como o citado anteriormente e o de dois homens no México que foram queimados vivos devido ao boato,espalhado por uma rede social, de que eram sequestradores de crianças. Sendo assim, compartilhamentos irresponsáveis induz ao erro e podem ter efeitos irreversíveis.
Além do mais, outro risco preocupante das mentiras na internet diz respeito à saúde pública, visto que, em razão da viralização de uma lista de riscos que as vacinas possuíam, dentre eles a meningite e até mesmo o autismo, doenças antes erradicadas no Brasil, como o sarampo e a poliomielite, voltaram a aparecer. Por temer os supostos riscos, inúmeras pessoas deixaram de se vacinar ou de vacinar seus filhos, e consequentemente, além de colocarem suas próprias vidas em risco, expõem toda a população ao contágio. Posto isso, alimentada pela falta de senso crítico da sociedade moderna, as “fake news” têm atingido gravemente a saúde publica, desmoronando um serviço de vacinação e erradicação que levou anos para se alcançar.
Destarte, atitudes são necessárias para inibir e minimizar os riscos da propagação de mentiras na internet. Primeiramente, cabe ao legislativo a incumbência de adicionar o ato de criar fake news às leis referentes a crimes na internet, a fim de que haja uma punição dos tais. Ademais, o governo deve fazer parcerias com os serviços de checagem de notícias, fazendo campanhas que informe a existência dos mesmo, para que se possa procurar, com mais fidelidade, a veracidade das informações. Por último, deve-se investir na formação de jovens críticos para que cresça uma geração de adultos mais sensatos.