Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 03/04/2020

Fake News

Não restam dúvidas que a divulgação de notícias falsas, conhecidas como fake news, pode interferir negativamente em vários setores da sociedade, como política, saúde e segurança. Contudo não é de hoje que mentiras são divulgadas como verdades, segundo o dicionário Merriam-Webster, essa expressão é usada desde o final do século XIX, mas foi com o advento das redes sociais que esse tipo de publicação popularizou-se.

Em uma primeira análise, considerando-se o acontecimento em grande escala nas redes. Por exemplo, durante períodos eleitorais a candidata à vice-presidente na chapa de Fernando Haddad usava uma camiseta com os dizeres “Jesus é Travesti”. A imagem, na verdade, tratava-se de mais uma montagem. Na foto original, a camiseta que Manuela usava estava escrito “Rebele-se”. De tal maneira a disseminação de ódio mediante o compartilhamento atingiu milhões de usuários.

Em uma segunda análise, na área da saúde. Segundo o Portal Drauzio Varella, o Ministério da Saúde criou um núcleo de monitoramento, para identificar a origem de supostas notícias que contenham dados incorretos ou que não tenham evidências científicas. Caso a notícia seja verdadeira, a assessoria do órgão devolve o material com um carimbo em que se lê: “Esta notícia é verdadeira, compartilhe!”; caso seja falsa, o conteúdo recebe o selo: “Isto é fake news. Não divulgue!”.

Em última análise, a desordem informacional continua cada vez mais complexa. Muitas notícias falsas são resultantes de um design minucioso, a fim de incentivar sua disseminação, exemplo: “Deepfake” técnica mais usada para manipular rostos em vídeos, para mimetizar o comportamento humano. As notícias falsas cria-se um senso de urgência e novidade. Atraindo a atenção das pessoas e incentivando o compartilhamento.

Desse modo, a falta de entendimento básico, na política, saúde e segurança, podem fazer com que milhares de cidadãos apostem na veracidade de notícias fantasiosas. “Se tornou aparentemente óbvio que nossa tecnologia excedeu nossa humanidade” - Albert Einstein. A fim de alcançar à busca pela ordem do progresso social, o Estado deve junto com o Mistério da Educação e Cultura, promover uma  capacitação de conhecimentos gerais.

Por esse motivo, é coerente afirmar que o Estado precisa ofertar, de forma homogênea o conhecimento geral às famílias, objetivando em proteger a sociedade, com a execução da análise em documentos ou imagens recebidos, pelas redes sociais. Pois segundo Friedrich Nietzsche: “Não há fatos eternos, como não há verdades absolutas”. Diminuir a onda de notícias falsas é possível.