Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 03/04/2020
O homem, desde o seu surgimento na Terra, foi ator de várias mudanças graças a sua capacidade intelectual. No entanto, essa potencial característica é desperdiçada no mundo contemporâneo pelo modo como a população é facilmente enganada com o compartilhamento de notícias falsas na mídia cibernética. Isso se deve graças à recusa do ser humano de raciocinar e também a circulação exagerada de informação.
Primeiramente é preciso apontar que a humanidade é dotada de racionalidade e, portanto, é vital que sempre se analise o mundo e as informações que constantemente chegam através dela. Para o filósofo Aristóteles, o intelecto humano é o que o diferencia dos demais animais da natureza. Sendo assim, quando os fatos chegam até as pessoas e elas não o analisam de forma crítica e reflexiva, um dos mais benéficos traços de sua natureza é desperdiçado, reduzindo tais pessoas à condição de gado sem nenhuma racionalidade e facilmente manipuláveis.
Outrossim, é importante frisar que o alto fluxo de informações também é um agravo ao problema. Em seus escritos, o sociólogo Bauman postula que o cérebro humano não está preparado para lidar com o fluxo de informações característicos do período atual. Ou seja, mesmo que as pessoas analisassem racionalmente as informações que chegam até elas, isso levaria ao colapso de suas mentes, pois exigiria muito além da capacidade delas, pois a quantidade de informação excede o limite do suportável.
Tendo em vista as questões supracitadas acima, é de vital importância que medidas que visem combater a alta de informações falsas e que preparem as pessoas para lidar com elas sejam tomadas. Isso poderia ser feito por meio das escolas e universidades com palestras ministradas por especialistas que instruíssem seus cidadãos sobre como identificar notícias falsas, para que eles não sejam enganados e saibam filtrar as informações. O Estado, por sua vez, poderia criar delegacias específicas para a denúncia de notícias falsas, disponibilizando sites e números de telefone para que os responsáveis pela criação e veiculação de notícias falsas sejam responsabilizados.