Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 04/04/2020
Dos jornais de papel às redes sociais, a Terceira Revolução Industrial, no século XVIII, contribuiu para avanços tecnológicos que possibilitaram uma maior difusão de notícias e, em consequência disso, seu acesso se tornou mais fácil e amplo. Como resultado, atualmente, no século XXI, chega quase 80% o total de brasileiros conectados à internet, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, IBGE. Contudo, apesar de terem facilitado a vida dos cidadãos, esses avanços tecnológicos têm, também, causado impactos negativos para a população.
Em primeiro lugar, vale ressaltar que a internet pode se tornar um instrumento prejudicial à população. As redes sociais, devido às suas ferramentas de compartilhamento, possuem um grande potencial de difusão e, assim, mensagens enganosas nela postadas atingem rapidamente um alto índice de visualizações e, frequentemente, as pessoas compartilham sem verificar se a sua fonte é confiável. A exemplo disso, estudos feitos pelo BuzzFeed News apontam que quase 40% da população usa redes, bem como o Facebook, como fonte de notícias e dessas, quase 85% já compartilhou comunicados falsos. Assim, fica explícita a desinformação da população acerca da difusão de notícias falaciosas.
Nessa perspectiva, é importante salientar, também, as consequências dessa desinformação populacional. Inegavelmente, a difusão de notícias falsas, além de contribuir para a ignorância da população, pode ser um empecilho para a sanidade dos indivíduos. A título de exemplo, em 2018, o compartilhamento de dados falsos colocou em risco a saúde da população brasileira. Com o surto de febre amarela, houve boatos falaciosos relacionados à sua vacina, que alertavam para riscos de altismo e meningite. Ainda assim, após essas informações serem desmentidas por médicos, elas tiveram séria consequência: um aumento no número de casos da doença no País.
Em síntese, a difusão de relatos falsos tem se tornado mais fácil devido ao desenvolvimento tecnológico somado à desinformação da população e pode trazer consequências negativas aos indivíduos. Portanto, cabe ao MCTIC, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, por intermédio das redes sociais, principais ferramentas de difusão dessas informações, promover campanhas de conscientização, a fim de instruir a população quanto à identificação de notícias falsas. Ademais, o Poder Legislativo deve, mediante a criação de leis, aumentar a punição para criadores dessas notícias com a finalidade de corrigi-los. Dessa forma, por meio dessas medidas, espera-se reduzir o índice de informações falsas e, consequentemente, os impactos negativos por ela causados.