Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 06/04/2020

É fato que os avanços científicos das últimas décadas revolucionaram a vida em sociedade nas mais variadas esferas, a exemplo dos transportes e das relações humanas. No que tange à comunicação na internet, verifica-se uma popularização do compartilhamento de notícias falsas, as quais têm gerado sérios impactos sociais. Diante disso, é de extrema importância analisar os parâmetros e os efeitos que permeiam essa problemática.

Em primeiro lugar, cabe pontuar que, devido a sensação de bem-estar, a internet tem inibido o senso crítico de análise dos usuários . Segundo o escritor Igor Rassoni, o uso das redes sociais cria uma ilusão de conquista nos indivíduos. Seguindo tal linha de pensamento, nota-se que grande parte das pessoas, com objetivo de informar, compartilham, descontroladamente, informações sem verificar a veracidade, o que provoca alvoroços e uma onda de mentiras. Isso se relaciona, por exemplo, com as eleições brasileiras de 2018, no qual ataques políticos ganharam fama por causa do compartilhamento excessivo de boatos.

Em segunda análise, convém frisar que esse quadro compromete ações sanitárias. Nesse contexto, vê-se que os movimentos antivacinas na internet têm ganhado destaque na atualidade, comprometendo os projetos governamentais de proporcionar saúde à população. Uma prova disso está na pesquisa do Ministério da Saúde do Brasil, a qual mostrou que a cobertura vacinal do país está em queda, devido, principalmente, a circulação de notícias falsas acerca da importância de se vacinar. Dessa forma, urge a adoção de estratégias para sanar esse panorama.

Portanto, para desintegrar a circulação excessiva de “fake news”, o Ministério das Comunicações, em parceria com escolas e a mídia, deve, por meio de palestras educacionais, propagandas e notificações on-line, alertar a população acerca da relevância de comprovar às notícias antes de compartilhar, a fim de fortalecer a análise crítica dos indivíduos. Além disso, deve, também, buscar alternativas tecnológicas para fiscalizar, com mais rapidez, as informações divulgadas na internet. Assim, será possível revolucionar, ainda mais, a sociedade.