Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
A obra cinematográfica brasileira “Chatô: o rei do Brasil” narra a trajetória de vida e carreira do famoso jornalista e empresário Assis Chateaubriand, a qual em uma das partes mais importantes da narrativa mostra como o mesmo manipulava notícias e boatos falsos nos jornais para aumentar sua audiência. De maneira análoga, no hodierno cenário brasileiro tais atos continuam ocorrendo, e os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet têm sido pauta em todo o mundo, causando diversas polêmicas. Esse cenário problemático é fruto tanto da falta de educação tecnológica, quanto da falta de estímulo ao pensamento crítico. Diante disso, é necessária a discussão desses aspectos.
Precipuamente, é fundamental pontuar que os riscos de compartilhamento de notícias falsas derivam da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne a criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades no que concerne as “fake news”, termo designado para notícias falsas. A falta de educação tecnológica faz com que as pessoas compartilhem notícias e boatos falsos que muitas vezes não deveriam estar disponíveis sem se preocupar com as consequências, muitas vezes gerando revoltas e até mortes. Desse modo, faz se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressaltar que a falta de pensamento crítico é promotora do problema. De acordo sociólogo alemão Arthur Schopenhauer, “O homem toma o limite do seu campo de visão como os limites do mundo”. Diante do exposto, nota-se que o estímulo a criticidade dos acontecimentos é necessária para que a população, diante de uma notícia que pode ser falsa analise as fontes e os meios de propagação para se tornar ciente da veracidade dos acontecimentos e seus riscos. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a falta de análise crítica juntamente com a divulgação de notícias e boatos falsos contribuem para a perpetuação desse quadro problemático.
Portanto, medidas são necessárias para evitar os riscos do compartilhamento de mentiras e boatos na internet. Dessarte, com o intuito de acabar com o problema na sociedade brasileira, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Legislativo e o Ministério da Educação, criem leis e planejamentos adequados que por meio de políticas públicas em parceria com as redes sociais do Ministério auxiliem a população a “navegar”, de forma correta na internet, mostrando os riscos e estimulando a análise crítica, juntamente com a criação de órgãos de denúncia online que insiram os mesmos. Desse modo, a divulgação de mentiras e boatos na internet diminuirá, assim como os seus riscos não analisados retratados na obra “Chatô: o rei do Brasil”.