Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 06/04/2020

Vivemos em uma geração que, sem dúvidas, é acostumada com comodidade e a rapidez do uso da

internet. Entre sites e redes sociais, recebemos e compartilhamos todo o tipo de informação. Muitas vezes, sequer questionamos a veracidade das fontes, pois criamos uma confiança na internet que provém da facilidade e do conforto que ela nos traz.

Nessas condições, diversos grupos e, até mesmo empresas profissionais, aproveitam-se para criar notícias falsas e divulgar boatos, que acabam sendo imprudentemente compartilhados nas redes. Um dos fatores que auxilia para essa propagação é, também, a tendência que as pessoas têm de divulgar links que vão de encontro às suas opiniões, com o intuito de validar suas ideias, independente se são verdadeiros ou não.

Enquanto muitas pessoas pensam que compartilhar mentiras não terá um fim além da internet, diversos especialistas apontam o risco delas para a sociedade. Atualmente, há uma grande discussão, por exemplo, sobre como as mentiras e boatos estão representando um perigo para as campanhas de vacinação. Em uma ação do Ministério da Saúde em combate às “Fake News” e boatos que circulam na internet, grande parte das informações desmentidas envolviam acusações em relação a efetividade das vacinas fornecidas pelo governo.

Um estudo realizado pela Avaaz em parceria a Sociedade Brasileira de Imunizações, chamado “As Fake News estão nos deixando doentes?” consta que aproximadamente 67% dos brasileiros acreditam em notícias falsas relacionadas a vacinação. A preocupação dos profissionais diante a esta situação é tão grande que o assunto tornou-se um dos temas principais da XXI Jornada Nacional de Imunizações SBIm 2019, que aconteceu em Fortaleza, reunindo diversos estudiosos.

Perante a gravidade do assunto, é necessário que sejam tomadas medidas que busquem minimizar ao máximo o avanço desse tipo de informação pela internet. Além de ser uma obrigação do governo buscar por grupos que criam e promovem as mentiras e boatos nas redes, também é uma responsabilidade das redes sociais elaborar barreiras contra links e postagens com informações duvidosas.

Promover campanhas de conscientização, do mesmo modo, ajudam a população a entender a gravidade de compartilhar dados suspeitosos e consequentemente, podem diminuir os efeitos da sua propagação.