Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 04/04/2020
Uma brincadeira muito comum entre crianças nas escolas é o chamado ’telefone sem fio’. Embora os participantes dessa não a entendam como um experimento social, por essa ótica, é visto que uma informação que não é rigorosamente analisada ,e checada, é perdida e modificada. No cenário atual brasileiro, onde o estado não acompanha a agilidade das novas tecnologias, e não educa seus cidadãos a usá-las com responsabilidade, é comum boatos e inverdades serem divulgados. Esses eventualmente orientam decisões erradas na vida das pessoas. A falta de responsabilidade dos internautas acabam por trazer danos ao coletivo.
No mundo da informação descentralizada na internet, há diversos indivíduos que usam da mentiras para influenciar massas a agir convenientemente a seus interesses econômicos e políticos. No mercado financeiro, o mais recente caso foi o da IRBR3, ação de uma empresa de seguros. No início do ano foi divulgado que Warren Buffet, grande investidor, tinha diversos aportes na ação. Muitos inexperientes da IBOVESPA apostaram na ação, e pouco tempo depois, foi descoberto que a empresa funcionava como um sistema de pirâmide, e o famoso investidor não tinha nenhuma ligação com ela. Diversas pessoas perderam dinheiro, e os que compartilharam o boato sem a devida investigação contribuíram para o prejuízo dessas, portanto deveriam ser responsabilizados por isso.
Tendo em vista o apresentado, o estado deve punir as pessoas que compartilham mentiras na internet, bem como usar seus serviços de inteligência para prender os perversos que manipulam as massas por meio de boatos criminosos. Além disso, é necessário que a grande mídia use seus recursos humanos para ajudar o governo a também desmentir informações inverídicas. Dessa forma será possível evitar e quiçá acabar com o prejuízo causado pelas mentiras e boatos.