Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 08/04/2020

As notícias falsas, popularmente conhecidas pelo anglicismo como “fake news”, tem sido um grande desafio para a sociedade contemporânea devido a dois fatores primordiais: a rapidez com que se propagam, e a desinformação gerada por uma noticia que muitas vezes se apresenta de forma incompleta, capciosa, ou até mesmo sem nenhum resquício de veracidade.

Este novo fenômeno de desinformação se dissipa principalmente através das redes sociais, plataformas cujo principal intuito é o de aproximar virtualmente pessoas de todo o canto do mundo, fortificando laços e relacionamentos.

O compartilhamento desenfreado de “fake news”, se deve, entre outros fatores, ao anseio que os indivíduos possuem de reafirmar suas ideologias.       Ao se deparar com uma informação que vai ao encontro de seus ideais, automaticamente e, sem questionar a veracidade do escrito, compartilha-se a notícia como forma de evidenciar e reafirmar aquilo em que se acredita e porquê se acredita. Este comportamento é, de forma simplória e resumida, definido como o fenômeno da Pós Verdade, em que as pessoas só acreditam no que elas querem acreditar.

Ainda que a tecnologia tenha se unido no combate a desinformação, criando plataformas que investigam a veracidade e a fonte de determinada informação, enquanto a população, habituada a uma cultura de imediatismo proporcionada pela globalização, não adotar uma postura mais crítica ao receber noticias que claramente possuem informações capciosas, e compartilhar o conteúdo com o simples intuito de reafirmar seus valores, o combate as “fake news” não se dará de forma eficaz.

Elaborar plataformas de educação virtual a fim de fortalecer o sendo crítico da população, e fazer com que as pessoas questionem mais, abrindo mão da arrogância e da auto-afirmação, se tornou o caminho mais efetivo para combater a desinformação e mostrar que a verdade continua sendo o maior pilar do conhecimento.