Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 04/04/2020

A globalização encurtou distâncias e impulsionou a civilização para uma era tecnológica. Entretanto, apesar das ações benéficas, tal mundialização também acarretou a má utilização da virtualidade. Com isso, surge a problemática das consequências de fake news que persiste intrinsecamente ligada à realidade do país, seja pelo compartilhamento de notícias errôneas, seja pela impunidade frente a tais transgressões.

Em primeira análise, infere-se que a disseminação de mentiras e boatos na internet adquiriu o caráter de moldagem de opiniões. Sob esse prisma, as redes sociais têm promovido a alienação de diversos indivíduos, sendo diretamente relacionadas a casos de violência. De acordo com uma reportagem transmitida pelo G1, Maria de Jesus foi espancada e morta por seus vizinhos ao ser confundida com um falso retrato falado postado nas redes. Nesse contexto, os relatos incoerentes apresentam um alto risco para a sociedade brasileira. Portanto, o ser humano necessita aprender as competências necessárias para viver na contemporaneidade.

Em segundo lugar, é válido ressaltar que  a impunidade impulsiona panoramas inexatos. Nesse ínterim, as pessoas na pós-modernidade não têm se preocupado em verificar a fonte das reportagens que leem. Dessa maneira, é bastante corriqueiro o compartilhamento de notícias inválidas. Tal atitude verifica-se como gatilho para a falta de punição , pois quanto mais disseminado o relato, mais difícil de determinar onde tal fake news iniciou-se. Desse modo, apesar da humanidade viver na era da informação, em nenhum outro momento esteve tão desinformada.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto, o Governo Federal em conjunto com as instituições de ensino deve promover educação digital por meio da introdução de uma disciplina voltada para o ensino de competências para viver no século XXI. É importante também, que o Governo juntamente com a  mídia promova campanhas a fim de estimular a verificação da  veracidade das notícias.Visando assim, o exercício autônomo da cidadania.