Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 11/04/2020

O termo boato pode ser compreendido como uma notícia cuja fonte não é conhecida. No século V a.C. durante a república romana, Marco Antônio comete suicídio após receber a notícia que Cleópatra havia sido morta, o que não passava de um boato pois ela estava viva. Atualmente, a mentira da morte de Cleópatra pode ser relacionada com grandes informações divulgadas em meios digitais, pois os usuários estão expostos a falsas notícias e não se preocupam com a verdade e a veracidade com que são compartilhados.

É lícito referenciar o consultor de mídias sociais Edney Souza que diz “Temos uma propagação sofisticada em uma sociedade que não apura e que tende acreditar em qualquer nota que tem a estrutura de uma notícia tradicional”. Esse pensamento vem sendo difundido com o passar do tempo em razão de compartilhamento de fatos sem antes conferir se são verdadeiros.

Por conseguinte, é notório a influência de falsas informações. Por exemplo, em 2017 um boato se difundiu rapidamente após um homem relatar que pedaços de ratos haviam sido encontrados em uma das garrafas de Coca-Cola, o que levou a empresa desmentir rapidamente essa história e a Justiça negou o pedido de indenização do homem. Com isso, a Coca-Cola quase ficou com sua imagem manchada por causa de informações que não condizem com a realidade.

Portanto, medidas são necessárias para acabar com mentiras e boatos na internet. Cabe ao Ministério da Educação e ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, promover à população suporte para o uso adequado da internet e estimular o senso crítico, além de estarem constantemente verificando grandes boatos criados e divulgando a versão correta. Somente assim, a sociedade deixara de ser exposta a falsas informações compartilhadas.