Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 05/04/2020
Após a Terceira Revolução Industrial, aparelhos e redes tecnológicos, como o celular e a internet, se tornaram presentes na vida da maioria brasileira, e democratizaram o acesso à informação. No entanto, da mesma forma que milhões de pessoas podem ter acesso as diversas notícias, muitas também podem divulgar inúmeras informações, entre elas, as falsas. Logo, esse cenário caótico é devido tanto a falta de leis abrangentes sobre a questão quanto a despreocupação em verificar as informações.
Deve-se analisar, de início, o papel do Governo Federal do Brasil em conter a propagação de notícias falsas. Consoante Aristóteles, o dever da política é garantir o bem-estar da população, contundo verifica que esse conceito encontra-se deturpado no país, tendo em vista a escassez de leis contra a divulgação das “fakes news”. Nesse sentindo, é considerado crime apenas a propagação de informações não verdadeiras com finalidade eleitoral, permitindo a sua divulgação nas demais áreas, o que ocasiona um aumento de pessoas enganadas e manipuladas.
Outrossim, condiz evidenciar, a confiança da população na veracidade das notícias contidas nas redes sociais. Dessa forma, segundo a pesquisa do Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística (IBOPE) 46% dos brasileiros tem acesso à informação por esse meio de comunicação. Porém, as redes sociais não podem ser consideradas seguras tanto por falta de fiscalização a fim de comprovar a autenticidade da informação quanto pela facilidade das pessoas em divulgar notícias que pode até mesmo colocar em risco a vida das demais pessoas por acreditarem em mentiras. Sendo assim, medidas se fazem necessárias.
Portanto, cabe ao Poder Legislativo do Brasil elaborar leis mais abrangentes contra a propagação de notícias falsas nas redes sociais e considerar essa ato como crime, independente da questão tratada, e como punição, multa ou a prisão, quando o assunto colocar em risco a vida de alguém. Além disso, a lei também criará um órgão, por meio de verbas governamentais, responsável por averiguar postagens, principalmente as de altos números de visualizações, verificar suas autenticidades e conscientizar a população sobre não compartilhar notícias sem antes verificar sua fonte. Sendo assim, o Brasil diminuirá os post com conteúdos falsos e conscientizará a população sobre os riscos em propagar notícias falsas, e enfim a internet será um meio democrático de acesso à informação verdadeira.