Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 05/04/2020
Todos impactam a vida de todos.
Marc Bloch, importante historiador cujos pensamentos contribuíram para a criação da Escola dos Annales, já escrevia no século XX sobre os perigos da difusão de notícias falsas, as quais motivavam e ainda hoje contagiam as massas.
Ao compartilhar uma reportagem de cunho duvidoso, conhecida na hipermodernidade como “fake news”, uma pessoa pode não ter consciência das consequências que sua atitude gera. Apesar de sua ignorância diante desse tópico, torna-se perceptível o motivo pelo qual a informação falsa foi divulgada: o indivíduo concorda com tais pensamentos. Não obstante, também possa ser de seu interesse convencer mais pessoas - mesmo com mentiras. Um exemplo é a difamação de personalidades famosas, cujas falsidades transmitidas através da internet podem prejudicá-las em diversos quesitos.
Ademais, as mentiras espalhadas via não somente sítios, mas também redes sociais podem demonstrar-se perigosas à saúde. É o caso das matérias com enfoque em determinados assuntos relacionados à medicina e à ciência - como a vacinação. Muitas vezes disseminada como nociva, cidadãos acabam deixando de vacinar-se e vacinar seus filhos. O resultado é a volta ou o aumento de doenças que podem ser prevenidas.
É de suma importância, portanto, que os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet sejam cada vez mais erradicados. De acordo com Zygmunt Bauman, todas as ações feitas por alguém impacta a vida de muitos outros. Logo, é imprescindível que os indivíduos busquem sempre a veracidade dos fatos através de pesquisas comprovadas, evitando, assim, maior divulgação de falsidades. O governo deve proporcionar campanhas de conscientização ao combate de fake news e, ao lado da mídia e da comunidade, permanecer atento para realizar denúncias e prestar punições àqueles que insistem em praticar tal ato.