Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 06/04/2020

A internet surgiu no âmbito da Guerra Fria com o intuito de facilitar a troca de informações entre grandes distâncias. Atualmente, muito mais desenvolvida, essa invenção se tornou uma terra sem lei, onde as pessoas podem ficar no anonimato e com isso se sentirem livres para falar o que quiserem. Ademais, ela potencializa o compartilhamento de notícias falsas em uma velocidade absurdamente rápida para diversos lugares. Dessa forma, a sociedade sofre inúmeras consequências, desde as mais inofensivas, até discursos de ódio que podem levar a agressões físicas, por exemplo.

Na Idade Média, mulheres eram perseguidas por conta de boatos de que elas faziam rituais de mágica. Similarmente, em 2014 no Brasil, uma mulher inocente foi linchada no Guarujá por conta de uma publicação feita em uma rede social, onde alertava a população de que havia uma moça que sequestrava crianças para fazer rituais de feitiçaria. Junto à postagem havia uma fotografia da suposta criminosa o que colaborou para a consolidação dos ataques. Esse fato mostra o poder dos meios de comunicação e a responsabilidade das pessoas em verificarem a veracidade de uma notícia antes de ser compartilhada.

Outrossim, a frase “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade” dita por Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda na Alemanha Nazista, pode ser interpretada na atualidade de forma que a facilidade de disseminação de quaisquer informações torna perigosa a difusão de inverdades pelo público, podendo chegar nas mais diversas esferas. Com efeito, nos últimos anos, os movimentos antivacina estão cada vez mais fortes no país, pois boatos de que as vacinas poderiam provocar autismo e meningite circularam pelo território brasileiro, causando grande impacto. Segundo a Organização Mundial De Saúde, a diminuição do número de vacinados acarretou a volta de doenças que já haviam sido praticamente extintas no Brasil. Logo, o que para muitos é apenas um simples clique, pode significar muito mais que isso.

Desse modo, medidas devem ser tomadas para que a problemática seja contida. Para Aristóteles “A dúvida é o princípio da sabedoria”, assim sendo, cabe à mídia promover a criação de propagandas que alertem a população para títulos alarmantes, sensacionalistas e notícias sem cabimento. Isso pode ser feito por meio da utilização de exemplos de fatos reais para chocar a população, e então fazê-la ficar atenta. Com isso, o pensamento crítico da sociedade poderá ser desenvolvido. Assim, aos poucos, a internet poderá ser um meio que traga mais efeitos positivos do que negativos para as pessoas.