Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/04/2020

Segundo as ideias do sociólogo Habermas, os meios de comunicação são fundamentais para a razão comunicativa. Visto isso, com o desenvolvimento da internet em meados do século XX, a comunicação e a divulgação de ideias foram amplamente facilitadas. Entretanto, no século XXI, a internet tem sido utilizada para compartilhar mentiras e boatos, o que resulta em uma série de fatores prejudiciais da sociedade. Assim, hão de ser analisados tais elementos, a fim de que se possa liquidá-  -los de maneira eficaz.

De acordo com sociólogo polonês Zygmunt Bauman, em sua obra “Modernidade Líquida”, as relações humanas são marcadas por fragilidade, uma vez que os vínculos são efêmeros em virtude da grande demanda de afazeres a que os indivíduos estão submetidos. Reflexo disso, está associado a proliferação de boatos e de notícias falsas no meio virtual, devido a popularização das redes sociais, como “Whatsapp, Instagram e Facebook”. Somado a isso, a divulgação de informações errôneas que envolvem pessoas vai de encontro o princípio da ética do filósofo Immanuel Kant. Por conseguinte, o uso indevido das plataformas digitais, com a constante massificação de informações sem procedências, gera preocupação e desconforto em seus destinatários. Faz-se, portanto, a dissolução dessa conjuntura.

Outrossim, é importante destacar que grande parte da população não tem consciência da importância da utilização, de forma correta, da internet, visto que as instituições formadoras de conceitos morais e éticos não têm preconizado, como deveriam, o ensino de uma “polarização digital”. Exemplo disso, é o projeto Digipo (“Digital Polarization Iniciative”), o qual auxilia os indivíduos a acessarem páginas comparáveis e, assim diminui, o compartilhamento de notícias falsas, que muitas vezes, são lançadas por moderadores virtuais. Dessa forma, é preciso que medidas imediatas sejam tomadas para que a internet possa ser usada no desenvolvimento da sociedade, ajudando as pessoas a se comunicarem plenamente.

Diante disso, faz-se necessário que o Ministério da Defesa deve intensificar a fiscalização dos boatos e das notícias falsas, no ambiente virtual, por meio de contratação de especialistas de sistemas de informações, a fim de promover o bloqueio de conteúdos falsos evitando a disseminação desses relatos. Além disso, é imperioso o engajamento da mídia televisiva e das redes sociais, promoverem propagandas e anúncios de alerta às notícias falsas, mediante a publicação de vídeos educativos que ensinem as pessoas a identificarem uma informação caluniosa, com o intuito de minimizar o compartilhamento e a difusão de informações de fontes duvidosas.