Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 05/04/2020
´´ O importante não é viver, mas viver bem´´. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tanta importância de modo que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, essa não é uma realidade para os indivíduos que sofrem com as consequências do compartilhamento de notícias falsas nas redes sociais. Com isso, ao invés de agir para tentar aproximar a realidade descrita por Platão da vivenciada por esses indivíduos, a falta de atualização da educação e a impunidade contribuem para a permanência do problema.
Em primeiro lugar, é evidente que o Poder público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribui com a circulação das notícias falsas. No entanto, de acordo com a Constituição, é dever do Estado garantir uma educação de qualidade para a população. Tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, já que o direito citado anteriormente não está sendo realizado na prática. A educação atual não sofreu as atualizações necessárias para preparar adequadamente os alunos, que saem da escola sem saber discernir uma notícia verídica de um boato.Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada.
Outrossim, vale ressaltar que a situação é corroborada pela falta de punição aos indivíduos que criam as falsas notícias. Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a qual afirma que um corpo que está em movimento permanece em movimento até que uma força suficientemente forte atue sobre ele, a impunidade é um problema que persiste na sociedade brasileira. Isso, aliado a sensação de liberdade que a população sente ao navegar na internet, contribui para a intensificação do problema, já que afasta a realidade dos indivíduos da descrita por Platão. Portanto, é fundamental que uma atitude seja tomada, para que o fim da impunidade deixe de ser uma utopia.
É imprescindível, ainda, que medidas sejam tomadas para que o problema seja amenizado. Seria adequado que o Ministério da Educação, em parceria com as escolas e professores, intervisse sobre tal impasse através de cursos de atualização em relação ao convívio social na internet, esses progamas funcionariam como uma medida para que os professores possam estar capacitados a darem palestras nas escolas sobre o uso adequado das redes sociais. Nesse sentido, o objetivo de tal ação é melhorar o convívio social na internet, dando aos jovens a capacidade de discernimento. Espera-se que esses progamas atuem como a força descrita por Newton, capaz de alterar o percurso do problema da persistência para a amenização.