Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 16/04/2020

Durante o governo de Vargas, foi criado a “hora do Brasil”, o qual era um meio de informação política para sociedade, porém esse rádio era estratégico para influenciar de maneira totalitária as pessoas da época. Analogamente, nos dias atuais, com o avanço das mídias sociais, os ricos de compartilhar notícias falsas tornam-se uma grande entrave para a população. Logo, o uso equivocado dos meios de informações podem prejudicar o exercício de cidadania do indivíduo e, consequentemente, gerar uma sociedade alienada.

É relevante abordar, primeiramente, que as notícias falsas contêm interesses políticos, eleitorais ou econômicos que, muitas das vezes, não são notórios para quem compartilha esses noticiários na internet. Como, ocorreu durante as eleições de 2018 no Brasil, em que foi utilizado notícias falsas e robôs de cunho eleitoral no whatsapp. De acordo com Jurgen Habermas, a razão instrumental é estabelecida pelos meios tecnológicos, como televisão e internet. Logo, o senso crítico do indivíduo torna- se prejudicado, visto que os meios de informações são de fontes virtuais.

Sendo assim, com o avanço das “fake news” e com nenhuma lei rígida para a penalização desse crime virtual. O exercício de voto dos cidadãos de escolher seus representantes, como garante o artigo 1 da Constituição Brasileira, torna- se apenas uma teoria. De acordo com o escritor Marx Twain, uma mentira pode viajar o outro lado do mundo, enquanto a verdade está colocando o sapato. Portanto, “o falso” é mais atrativo e divulgado rapidamente, o qual trás riscos graves e irreversíveis para a população mundial, que sem conhecimento aprofundado do assunto elegem representantes totalitários que visam o poder e que não garante o bem estar social previsto na lei.

Em destarte, para que a sociedade exercite a plenitude da cidadania, e assim, não compartilhe notícias falsas. É imperativo que o Ministério Público, junto ao TSE, destine verbas para as pesquisas científicas perante o assunto “interesses por trás das notícias falsas na internet e os riscos de alienação social”, por meio de inclusão desse assunto destacado como fraude eleitoral, com o intuito de informar a população e os meios governamentais dos riscos estabelecidos. Além disso, o Ministério da Educação deve estabelecer esse tema como diretriz na grade curricular, por meio de palestras de jornalistas e profissionais midiáticos com o intuito de reconhecer uma notícia falsa. Feito isso, a sociedade tornará mais democrática.