Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 16/04/2020
Na Grécia Antiga, os filósofos socráticos utilizavam a dialética para obtenção do conhecimento, e o uso da ironia para a desconstrução de conceitos errôneos era frequente, assim aprimorando o conhecimento de mundo dos que conversavam. A ironia, criada por Sócrates, consiste na desconstrução de um conceito errôneo para em seguida ser construído um novo e verdadeiro conceito a respeito de um assunto. Essas discussões ocorrem com frequência nas redes sociais, então por que essa capacidade não poderiam ser usadas para destruir as notícias enganosas?
As pessoas não sabem como. Citando Sócrates:“A sabedoria começa na reflexão” tal afirmação explicita de maneira sucinta o que é necessário para que sejam evitados erros ao compartilhar informações falsas,e os mecanismos ideais para isso são: verificar a veracidade e impedir que os outros propaguem essas notícias falsas, afinal essas mentiras se propagam mais rápido que os vírus de doenças antes erradicadas.
Muitas notícias infundadas acabam por propagar problemas sociais que irão necessitar de muitos reparos após os ataques dessas notícias, como as notícias errôneas expressando que o autismo seria causado por vacinas, isso acabou por contribuiu para surtos de sarampo nos últimos anos, outra situação de degradação da saúde seria com relação que o cloro ajudaria a matar vermes intestinais que causariam o autismo, assim curando as crianças, apesar de ser comprovado das mais diversas maneiras científicas que o cloro é tóxico para a saúde humana, aqueles que se submeteram as medidas dessas notícias provavelmente terão consequências em suas vidas.
Para que esse quadro alarmante seja revertido é necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações atue propagando as medidas que podem ser usadas para evitar a disseminação das notícias, também realizar parcerias com os sites de redes sociais para que os próprios usuários, de maneira anônima, possam colaborar com a erradicação dessas informações descredibilizadas, e, acima de tudo, promover a conscientização da população perante o tema, com campanhas nas redes sociais, com todo esse pacote de ações, com certeza a propagação dessas informações, tão qual seu poder de gerar conhecimentos equivocados, desapareceriam.
Por fim, é importante ressaltar que é necessário que a população reflita sobre seu próprio país e sociedade, para que desenvolvam a sabedoria de saber o que deve ou não ser compartilhado, não apenas no âmbito informacional, mas também em temas delicados e sofridos para as pessoas ao seu redor, como o tema de doenças que modificam a convivência social, para não ferir a dignidade e saúde mental dessas pessoas.