Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 13/04/2020
Segundo o filósofo Immanuel Kant, todos os indivíduos de uma sociedade democrática possuem os mesmos direitos e deveres. Entretanto, tal análise tem se mostrado contrária com o avanço da tecnologia, visto que muitos indivíduos tem feito do “mundo virtual” um palco de compartilhamentos de mentiras e boatos, prejudicando a sociedade com notícias infundadas. Assim, as circunstâncias apresentam um grande desafio para ser enfrentado pelo corpo civil e pelo poder público.
Sob esse viés, de acordo com as ideias contratualistas de John Locke, configura-se em um rompimento do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir um controle nessas fraudes. Sendo assim, desde o século XVIII, os indivíduos tem suas vidas afetadas pela imprensa, como por exemplo, quando ideias iluministas foram disseminadas causando a queda do absolutismo, ou no Brasil com as propagandas eleitorais sendo capazes de definir resultado das eleições. Destarte, não tem como negar o impacto provocado por um anúncio ou uma retórica bem estruturada, a qual transforma uma notícia errônea facilmente “acreditável”, originando diversos problemas sociais, como agressões físicas e psicológicas ou até mesmo ameaças.
Outrossim, um fator importante a ser analisado é com o advento de aparatos de tecnologia, de telefone em conjunto com a internet, foi possível a comunicação atravessar fronteiras, sem o deslocamento humano. Hodiernamente, com as redes sociais, facebook e twitter para exemplificar, as informações se espalham em questão de segundos pelo mundo todo, recentemente a humanidade enfrenta a pandemia da covid-19, tal assunto que tem causado inúmeras notícias assustadoras e que em suas maioria são falsas. Portanto, tal cenário tem como consequências primordiais as violações de direitos e deveres dos cidadãos, em construir e contribuir com essas fraudes, que, devido ao sistema burocrático, não possuem uma fiscalização rigorosa para segurança da sociedade.
Dado o exposto acima, é preciso conscientizar as pessoas, por meio das escolas e educadores em gerais, sobre os riscos de compartilhar boatos e mentiras na internet e como seus efeitos podem agravar tudo ao seu redor. Além disso, o governo, como maior poder, pode estabelecer maneiras mais rígidas no quesito de postagens de notícias, obter uma fiscalização e aplicar penalidades mais severas para indivíduos criadores de notícias falsas. Por fim, a mídia, como centro do empecilho, deveria ter um controle de tal cenário e tentar bloquear informações absurdas para uma melhoria nas condições sociais e virtuais.