Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/04/2020
Historicamente, o brasileiro não tem costume de ler. Nem a educação tradicional e nem os pais - que na maioria dos lares, trabalham o dia todo e chegam em casa cansados demais, não sobrando tempo para fazer uma boa leitura com seus filhos - incentivam a leitura como algo que pode transformar o mundo, criando pessoas mais críticas na hora de interpretar as notícias que têm bombardeado nosso cotidiano.
Outra questão, é o uso excessivo das mídias sociais, o Brasil é o segundo país que mais usa as redes sociais, perdendo apenas para Filipinas. Isso, aliado ao baixo senso crítico do brasileiro, faz com que notícias falsas se propaguem rapidamente na internet.
Há um provérbio cristão que diz: “o homem perverso provoca dissensão, e o que espalha boatos afasta os bons amigos”. De maneira análoga, as pessoas que criam boatos, não estão interessadas em contribuir com o próximo, ao contrário, estão interessadas em criar polêmicas e prejudicar determinados grupos políticos, grupos sociais e até mesmo alguma pessoa específica . Ao replicar uma estória ou notícia sem ler atentamente o seu conteúdo, o internauta pode ajudar na disseminação de uma mentira e causar graves consequências às vidas das pessoas envolvidas.
Portanto, é notório que precisamos construir uma sociedade mais crítica, que seja capaz de investigar e analisar uma informação antes de compartilhá-la. E como já dizia o filósofo Immanuel Kant: “O homem não é nada além do que a educação faz dele”, ou seja, é preciso investir na educação para que a sociedade seja constituída de pessoas melhores. Para que as notícias falsas sejam combatidas, é preciso uma ação conjunta do Ministério da Educação, investindo maciçamente no incentivo a leitura nas escolas e do Ministério da Justiça e Segurança Pública, atuando na investigação e aplicação de penalidades aos agentes criadores e disseminadores de notícias falsas.