Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/04/2020
Uma antiga lenda conta que Marco Antônio, líder romano, teria se suicidado após descobrir que sua amada Cleópatra havia morrido. Todavia, tal mensagem era falsa e fora escrita pela própria líder do Egito, que se suicidou posteriormente em virtude da confusão. Atualmente, com a intensa globalização, mudanças ocorreram nos meios de comunicação, entretanto muitas pessoas persistem em compartilhar mentiras e boatos por meio da internet, mesmo com os diversos riscos existentes. Isso ocorre devido ao fato de que grande parte da população possui como fonte de informação meios não confiáveis e há grande escassez de sistemas que possam identificar notícias falsas, as famosas “fake news”.
Nesse contexto, vale salientar que a disseminação de boatos pode levar a graves consequências, prejudicando a sociedade como um todo. Um exemplo é o artigo publicado nos anos 90, que diz que vacinas contra a tríplice viral causavam autismo, o que gerou e ainda hoje causa grande queda no número de vacinações contra tais doenças.
É valido analisar que grande parte da população têm acesso à mídias sociais, como: Facebook, Instagram e WhatsApp, e fazem diariamente diversas publicações. Dessa forma, tais redes se tornaram as mais democráticas e base para o alcance das mais diversas informações. Pesquisas apontam que o Brasil, é o segundo no ranking de países que mais passam tempo em redes sociais, com uma média de 225 minutos ao dia.
Todavia, é fundamental ressaltar que as informações contidas nas mídias sociais não passam por um grande sistema único de verificação, sendo possível que qualquer indivíduo, em dado momento publique uma informação não verdadeira relacionada a algum assunto.
Assim sendo, medidas devem ser tomadas para evitar a disseminação de boatos na internet, que prejudicam grandemente a vida me milhares de pessoas, tanto físicas como jurídicas. Desse modo, cabe ao Ministério da Ciência e Tecnologia, por meio de ações em campanhas publicitárias, informar toda a população sobre os riscos envolvidos na publicação e disseminação de mensagens falsas. Ademais, Frentes Parlamentares, ou seja, associações suprapartidárias entre membros do poder legislativo, relacionadas ao uso das mídias sociais, por meio de apresentação de propostas no congresso, devem detalhar uma proposta para a criação de um sistema de verificação nacional de mensagens e notícias em mídias sociais. Dessa forma a grande problemática relacionada à falta de controle das notícias que são publicadas será resolvida.