Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
Durante o governo de Hitler, a propaganda midiática, muitas vezes enganosa, foi usada amplamente para manipulação da população. De maneira análoga, o Brasil, hodiernamente, enfrenta os perigos e problemas do uso das mídias sociais para divulgação de informações falsas com objetivo de manipular e alienar os usuários. Essa realidade deve-se ao excesso de informações na internet e à dificuldade dos usuários de checar a procedência das mesmas. Logo, ações nessas duas frentes são necessárias para superar o impasse.
Indubitavelmente, a internet é uma fonte inesgotável de informações de diversas fontes, visto que qualquer indivíduo pode expor opiniões, fatos e mentiras constantemente. Essa sobrecarga de informações impede que o usuário possa, de fato, escolher quais informações vai absorver e quais vai ignorar, como explica a teoria do “Paradoxo da Escolha”, desenvolvida pelo professor de Teoria Social, Barry Schwartz. Além disso, a quantidade excessiva de dados impossibilita a pesquisa a fundo sobre cada um. Para tanto, conclui-se que o excesso de informações dificulta a avaliação do usuário sobre as mesmas.
Ademais, uma vez que o conhecimento de um indivíduo é o que guia suas ações, dados falsos alteram o comportamento dos indivíduos e impactam tanto a vida pessoal quanto o modo como os mesmos cumprem seus deveres cívicos. De modo a seguir essa linha teórica, no livro 1984, o autor George Orwell explicita como as mentiras, se expostas repetidamente e passadas adiante por um grande número de pessoas, passam a ser consideradas verdades e mantém ou alteram as estruturas de poder, tendo grande impacto na política e na organização de uma sociedade.
Devido aos fatos supracitados, cabe à mídia realizar ficções engajadas e pedagógicas, por meio de séries e projetos, que convidem a população a selecionar melhores fontes de informação, com o objetivo de reduzir o disseminação de falsos materiais. Por fim, observa-se-á mudanças no plano nacional.