Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
Para o filósofo Thomas Hobbes, é necessário que exista um contrato social, no qual o governo garanta a segurança do povo, sobretudo, inibindo um cenário caótico. Na dimensão contemporânea, a negligência legislativa reverbera à sociedade, particularmente, nas mentiras e boatos conflagrados na internet. Seja pela falta de investigação da veracidade da informação recebida, seja pela impunidade dos criadores de conteúdos inautênticos.
Nessa perspectiva, a falta de análise das fontes para com as notícias recebidas, especialmente nas redes sociais, aparece como limiar da problemática. Logo, episódios como o infeliz acontecido no Guarujá, em 2014, onde uma mulher, mãe de duas crianças, foi confundida e brutalmente agredida até a morte, tornam-se comuns quando não há a verificação crítica acerca da informação.
Outrossim, é importante ressaltar que não há legislação específica para punir aqueles que disseminam informações falsas na internet. Segundo especialistas em crimes digitais, as “fake News”, tão somente passam a ser crime ao atingir a intimidade da vítima. Com isso, os princípios morais vão sendo flexibilizados.
Embora caótica, essa situação e mutável. Urge aos donos dos principais meios veiculativos criarem ferramentas para limitar a propalação de notícias em massas, com o fito de torporizar os boatos e mentiras. O Poder Legislativo, por sua vez, deve criar leis que punam sites, revistas e “blogs”, bem como pessoas que nutrem as notícias falsas na internet. Com isso, acontecidos como o espancamento do Guarujá não serão reiterados atualmente.