Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 15/04/2020

Por meio da obra “A República”, o filosofo Platão expôs uma tese baseado no “mito da caverna” sobre a falta de informação que rodeia a população humana. É possível associar, de forma análoga, as Fake News com a caverna de Platão, na qual o homem acaba se perdendo da realidade e vivendo de forma alienada. Dessa forma, apesar de a grande quantidade de informações enviadas para a população representar um sinal do exercício da democracia, essa tem sido afetada pelas notícias falsas.

Na internet há uma grande circulação de boatos que muita das vezes não são reais. Esses boatos correm de forma rápida e podem acabar destruindo a vida de uma pessoa ou de uma família, como no caso da dona de  casa Fabiane Maria de Jesus que foi morta aos 33 anos após ser acusada de magia negra com crianças em uma rede social. Ela foi amarrada e agredida por dezenas de pessoas porém, apenas cinco foram identificadas e penalizadas pelo crime, refletindo assim a impunidade para esses crimes no Brasil.

Além disso, mentiras espalhadas nas redes sociais podem gerar problemas no andamento politico do país. Durante as eleições para presidente do Brasil no ano de 2018, houve um grande número de boatos mentirosos espalhadas sobre os candidatos a presidência como um livro que ensinaria crianças a se tornarem homossexuais denominado “kit gay”, que teria sido supostamente entregue pelo partido PT. Houve também boatos relacionados ao outro candidato que diziam que o Jair Bolsonaro teria dito que cortaria gastos com pessoas com câncer pois, aquilo era um fardo para o país. Esses boatos acabaram dificultando para os brasileiros fazerem uma escolha inteligente sobre qual  candidato votar.

Percebe-se, então, que são necessárias medidas para o controle das noticias falsas. Cabe ao poder legislativo validar projetos de leis como por exemplo o projeto de lei de 2017 que torna as “fake news” um crime, com intuito de evitar a circulação desses boatos falsos e assim diminuir o número de pessoas que acabam sendo enganadas por essas informações, facilitando assim a vida de cidadões que não possuem  senso crítico suficiente para averiguar se está lidando com uma mentira ou uma noticia verdeira, como no caso dos idosos que geralmente tem dificuldade em diferenciar um fato de uma calunia.