Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, em 2011 cerca de 80% da população brasileira teve acesso à internet e, consequentemente, acesso aos muitos sites e redes sociais da Rede Mundial de Computadores. Apesar do aspecto positivo dessa acessibilidade, a chegada de muitas informações em um curto espaço de tempo pode ser problemática.
Sem filtros e sem senso crítico, muitas pessoas acreditam e compartilham tudo o que veem. Redes sociais como Facebook e WhastApp são manuseadas inteiramente por seus usuários e, desse modo, cada um publica o que quiser sem compromisso algum com a veracidade dos fatos. Além disso, qualquer pessoa consegue criar seu próprio site na internet e publicar, também, o que quiser e sem compromisso com a verdade.
Para exemplificar tal situação, vale relembras as eleições para presidente do Brasil no ano de 2018. O presidente eleito Jair Bolsonaro teve sua campanha eleitoral embasada em falsas notícias contra partidos da oposição. As fake news, como ficaram conhecidas, eram quase sempre de cunho sexual, preconceituoso e ligadas a religião. Os riscos de espalhar mentiras vão além da desinformação e podem causar danos morais aos alvos dessas mentiras.
Diante dessa situação, algumas medidas preventivas podem ser tomadas pelos próprios usuários da internet para que boatos não mais sejam espalhados, tais como não ler apenas o título, desconfiar de chamadas exageradas e tendenciosas, checar as fontes e procurar saber sobre o contexto de onde aquela informação foi tirada. Se ainda assim restarem dúvidas, vale buscar pela mesma notícia em veículos profissionais da imprensa antes de compartilhar o link para o grupo de amigos.