Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 14/04/2020

Atitude reflexo

Desde a Grécia antiga, a cultura da espetacularização da violência existe. Pessoas  se reuniam para assistir batalhas onde o perdedor era morto ou torturas violentas que serviam como punições para alguns crimes -tais como, enforcamento;esquartejamento;decapitação e cremação da pessoas ainda vivas. Estes espetáculos tinham como objetivo o entreterimento e o ensinamento para que outros não seguissem o mesmo caminho daqueles que foram punidos. Todavia, tal tradição permanece nos dias de hoje, muitas vezes,de formas camufladas e indiretas.

Esta cultura do espetáculo atualmente, vem sendo sempre comentadas e causando várias visões diferenciadas. Há quem diga que ela é necessária como forma de informação do que vem acontecendo no Brasil e no mundo, e quem fala que ela serve para amenizar a causa em si, tornando tais acontecimentos ´´normais`` na sociedade.

Em relação ao que foi dito anteriormente, há uma crescente de programas sensacionalistas -Brasil Urgente, Primeiro Impacto e outros- cujo,ganham maiores números de buscas pelos telespectadores que acabam banalizando os mesmos. Estes, por sua vez, gera uma falsa sensação de verdade nas pessoas que passam a acreditar cegamente em tudo que passa na televisão e nas redes , ganhando adesão como relatado por Guy Debord.

Esse excesso de imagens/vídeos apelativos , ocasiona uma população cada vez mais individual e apática , como mostrado no episódio Urso Branco da série Black Mirror da Netflix, onde pessoas ficam gravando as outras passando por situações difíceis no lugar de prestarem auxílio. Concluí-se, portanto, que essa espetacularização da dor deve ser tratada como algo negativo e prejudicial à sociedade, sendo estabelecido regras para canais deste cunho- como a diminuição do tamanho de duração de cada quadro e do número de detalhes dados para os mesmos. Com isso, não haveria um ´´endeusamento`` de criminosos e de atos violentos para que não haja repetições ou futuras atitudes semelhantes, o que por conseguinte, também levaria a não ter uma população que banalizaria o sofrimento dos outros.