Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 14/04/2020

Sem dúvidas, a internet é o meio comunicativo de maior impacto na sociedade. Não é à toa que os investimentos publicitários se voltaram às redes na ultima década. Portanto, devido à grande influência da internet, é vital que exista uma conscientização acerca das informações veiculadas nela. Pois, drásticas consequências como manipulações, incitação à violência e morte podem ocorrer por conta desses dados errôneos. Logo, é necessário encontrar formas para frear a disseminação de falsas notícias  na internet.

De fato, a TV sempre foi considerada um veículo de massa. No entanto, de acordo com a e-comerce em 2014, houve uma migração dos investimentos em publicidade das televisões para as redes. Dessa forma, percebe-se uma maior preferência da internet pela população. Logo, ela se mostra como um veículo influenciador. Desse modo, não é de se estranhar que, segundo o El País, uma série de falsas notícias disseminadas pelas redes em 2018 tenham sido responsáveis por instigar e manipular o povo a eleger o então Presidente da República Jair Bolsonaro, que de acordo com a BBC, apresenta uma insignificante trajetória política.

Entretanto, os boatos da internet também são capazes de matar e colocar as pessoas em risco. Visto que, segundo o Estadão, a divulgação sem comprovação científica da eficácia do medicamento cloroquina para o combate a pandemia do coronavirús, provocou um esvaziamento do remédio nas farmácias. Consequentemente, as pessoas que realmente necessitavam da droga para sobreviver, como os portadores de lúpus, foram imensamente prejudicadas. Do mesmo modo que a dona de casa Fabiane Maria de Jesus foi linchada no litoral paulista após ser falsamente atribuída a fazer magia negra com crianças por uma página na internet, de acordo com a Folha de São Paulo.

Por isso, é fundamental ter senso crítico e cuidado ao ler e compartilhar notícias da internet. Sendo assim, é necessário que exista uma ferramenta que auxilie o usuário a verificar a autenticidade das informações. Logo, um aplicativo poderia ser criado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, no qual seria possível confirmar a veracidade de um boato através de um banco de dados atualizado diariamente pela imprensa. Da mesma maneira que ocorre com o aplicativo ‘Coronavirús’, desenvolvido e disponibilizado gratuitamente pelo Ministério da Saúde. Assim, de maneira fácil e prática, as pessoa teriam a possibilidade de saber se o que estão lendo é realmente verdade e bloquear a propagação das falsas notícias.