Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/04/2020

Com o advento da Revolução Tecnológica do século XX, tornou-se frequente o compartilhamento de mentiras e boatos na internet. Logo, é preciso entender que existe uma dinâmica na disseminação de notícias falsas, impulsionada pela magnitude das redes sociais e plataformas moveis de comunicação; também fundamenta-se, nesse cenário, a opinião em detrimento da verdade. Portanto, faz-se necessário conter o avanço dessa problemática.

Em primeiro lugar, é preciso considerar que a proliferação de notícias falsas é estimulada pelo impulso e alcance da internet. Essa constatação é decorrente do grande número de usuários, que cresce exponencialmente no Brasil e que, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE), já atinge 70% da população absoluta. Assim, os internautas tem a liberdade de compartilhar qualquer informação, tendo muita limitação para identificar notícias infundadas. Nesse cenário, as pessoas agem dentro de uma tendência, ou seja, são influenciadas pela maioria e, nesse sentido, para o Psicanalista Freud, em seu livro " Psicologia das Massas e Análise do Eu", o indivíduo, quando em grupo, não reponde da mesma maneira como faria individualmente, proporcionando, nas redes sociais, uma difusão de notícias sem fundamentação na verdade.

Além disso, outro ponto que fomenta a propagação de notícias falsas é a opinião que se estabelece acima da verdade. Segundo Rafael Sampaio, professor de Ciência Política da Universidade Federal do Paraná(UFPR), as pessoas tendem a compartilhar links que dizem o que elas pensam ou que gostariam de ver nos noticiários. Dessa maneira, o parecer pessoal ajuda a disseminar notícias sem fundamentação que causa grandes prejuízos a saúde pública, como nos movimento antivacinas, e colabora para o aumento da intolerância e discurso de ódio.

Em suma, é fundamental diminuir o fluxo de notícias falsas na internet. Imediatamente, é preciso que Congresso Nacional elabore e aprove leis que obriguem os desenvolvedores de redes sociais a retirarem conteúdos que não possuem autenticidade. Isso pode ser feito através da elaboração de uma lista de sites confiáveis a qual qualquer outro link fora dessa lista obrigatoriamente passará a ser analisado e, comprovada a falsidade da informação, será excluída a fim de se evitar o compartilhamento em massa. Ademais, é preciso que o Ministério da Educação desenvolva cursos online sobre os impactos que as notícias falsas trazem a sociedade e como reconhecer-las, propiciando também conhecimento para possíveis denúncias aos desenvolvedores de comunicação. E, só assim, pode-se-á reduzir a disseminação das notícias falsas.