Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/04/2020

A internet tornou-se aliada do publico consumidor, desde a sua comercialização no Brasil, no ano de 1994. Dessarte, pela sua presença contínua no cotidiano da população, tal qual pela sua facilidade hodierna de acesso, a plataforma oferece serviços de informações que podem alterar as verdades. Para tanto, o termo “fake news” (do inglês, notícias falsas) é bastante usual, e o seu ato, pela velocidade de compartilhamentos causam riscos, necessitando de uma intervenção quanto ao alcance gerador.

“Veja agora as principais notícias do dia, tudo em 30 segundos e nada mais.” Parafraseando memorável jornalista Paulo Henrique Amorim, é conspícuo que o avanço da tecnologia é responsável pela avidez das notícias que chegam aos agentes da sociedade, em um período curto de tempo, sendo repassadas de fontes, neste caso, não confiáveis e transmitidas de forma dogmática. O óbice causa pânico social, e pode gerar controle de ideologias manipuláveis. Dessa forma, em cadeia, geraria o que o filósofo  moderno Nietzsche chamaria de “moral de rebanho”, onde um grupo acreditaria cegamente em um líder, ou uma organização sem pensar na busca pela coerência do que se é dito. Estariam, assim, presos na caverna alegórica da teoria platônica.

Sem embargo, o imbróglio está longe de ser resolvido. Empresas tecnológicas de grande porte são, geralmente, responsáveis pelo precocínio em massa de pós verdade. Assim, plataformas de redes sociais possuem esse papel disseminador peremptório, como ocorreu na eleição norte- americana de Donald Trump, por exemplo. Um controle de alienação, com ajuda das mídias sociais, também vistas como Indústria Cultural, pelos influxos de globalização, movendo a “iluminação como engano em massa”  tão discutida por Adorno e Horkheimer.

Portanto, é mister que resoluções sejam discutidas para a resolução dos problemas. O MCTIC - Ministério da ciência, tecnologia, inovações de comunicações - deve fazer uma análise de informações divulgadas, repreendendo todas que, sobretudo de cunho político, visam influenciar pensamentos específicos baseando-se em falácias. Ademais, propor que apenas as empresas jornalísticas de credibilidade exponham notícias imparciais, sem que o direito de liberdade de expressão, previsto na Carta Magna, seja afetado.