Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 10/04/2020

A internet, em especial com as redes sociais, proporciona aproximação entre as pessoas, porém vem sendo usada como um canal de propagação de violência. Ainda que não sejam os únicos, a dificuldade em reconhecer o autor, o aumento do narcisismo e a facilidade em propagação de notícias são os principais fatores que, além de facilitarem a expansão do ódio, impedem a diminuição desse quadro preocupante.

É utópico supor que os entraves dos discursos de ódio possam ser superados sem um combate efetivo da dificuldade de reconhecer o autor do crime, já que o anonimato facilita o ato criminoso devido o autor não se identificar corretamente, assim, disseminando várias ofensas e expressões de fúria.Nesse sentido, um espaço que deveria primar a diversidade e a interação de novas ideias torna-    -se  um local de fuga para expressão de preconceito velado e formação de grupos radicais, nessa perspectiva, o psiquiatra Luiz Sperry ao afirmar que a capacidade racional dos indivíduos que buscam aceitação em grupos diminui, ratifica essa tocante realidade.

Isso, associado ao aumento da cultura do narcisismo, visto que as redes sociais não reflete verdadeiramente como os indivíduos se senti, mas como eles querem que o mundo o veja, dessa forma, tornando-se mais conservadores e combatíveis, buscando apenas visões que reforcem suas opiniões e concepções.

Além disso, não se pode desconsiderar o papel da facilidade em propagação de notícias, posto que sem um controle do tráfico de informação e filtro de discurso as redes sociais são mecanismos que auxiliam os discursos autoritário e, consequentemente, de capitar maior número de seguidores, dessa maneira, os usuários devem ter cuidado para não estimular essa prática.

Depreende-se, portanto, que ainda existam desafios no que tange ao compartilhamento de mentiras e boatos na internet. Por isso, o Estado, em parceria com ONG’, deve aumentar a fiscalização e a rigorosidade das leis, conscientização dos discurso na internet. Nesse sentido, o intuito é aumentar a fiscalização para coibir o aumento da prática e punir os responsável e por meio de palestra conscientizar a população para evitar propagar o ódio cibernético.