Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 09/04/2020
Em 2017, a expressão “fake news” foi eleita a palavra do ano. Esse termo, empregado para representar notícias falsas que são divulgadas como verdadeiras, tem ganhado destaque justamente pelo seu potencial destrutivo: uma vez que o compartilhamento de mentiras, quando associado à velocidade de propagação das mesmas nos meios de comunicação contemporâneos, é capaz de destruir não só reputações de empresas, mas também a vida de pessoas.
Em primeiro plano, convém ressaltar que um levantamento de 2018 pela Associação Brasileira de Comunicação Empresarial constatou que 85% das empresas brasileiras preocupam-se com a disseminação de notícias falsas. Outrossim, 20% dessas empresas contratam ou possuem departamentos especializados para tratar do mesmo assunto. Isso se dá pelo fato de que a repercussão de um boato pode trazer impactos significativos, do ponto de vista financeiro, dentro da organização. Logo, tais dados demonstram a importância desse tema dentro do setor empresarial, assunto que antes não fazia parte do cotidiano dessas empresas.
Todavia, as mentiras na internet não são preocupação apenas do setor empresarial, mas também da área de saúde pública. Segundo a instituição Ibope, um levantamento feito em 2018 apontou que sete em cada dez brasileiros acreditam em “fake news” sobre vacinação. Como por exemplo crenças de que vacinas causam danos às crianças, ou trarão problemas neurológicos a longo prazo. Por conseguinte, o número de pessoas vacinadas diminui, aumentando a ineficácia dos programas de vacinação do governo. Com vista nos pontos levantados, é importante combater a disseminação das mentiras e boatos na internet.
A fim de que se resolva esse problema, o Ministério da Educação e Cultura do governo federal poderia criar documentários para serem exibidos nas televisões e rádios, com o intuito de atingir o maior número de pessoas, explicando os impactos que as notícias falsas podem trazer e como evitar ser influenciado por essas mentiras. Uma maneira para isso seria incluir nas ações a verificação das fontes informativas das notícias. Tudo isso com o intuito de diminuir os riscos que essas informações falsas podem trazer.