Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 10/04/2020

Segundo pesquisas realizadas pela MindMiners, empresa especializada em pesquisa digital, 33% dos brasileiros já enviaram as chamadas “fake news”, 49% já compartilhou informação sem saber da veracidade. Percebe-se irresponsabilidade das empresas midiáticas na verificação da veracidades dos conteúdos, entretanto os usuários tendem a compartilhar conteúdos que colaborem com seu ponto de vista, independentemente da veracidade da informação. Dessa forma, acarreta um grande compartilhamento de informações falsas e manipuladoras, por meio das redes sociais.

O Facebook é a rede social com maior divulgação de informações falsas e manipuladoras, seguido do Twitter e Whatsapp, segundo estudiosos da Universidade de Oxford. Além da conivência com esse ato, estas empresas ganham dinheiro com isso, em 2017 o Facebook apresentou um faturamento de US$ 3 milhões, 76% maior que do ano anterior, maior parte desse lucro é da venda de anúncios. Desse modo percebe-se que, os usuários são inconscientemente analisados e lhes é apresentado apenas o mais atrativo para o consumo pessoal, direcionando o padrão de gosto do público, tornando homogêneo e, logo, facilmente atingível.

Por conseguinte, a disseminação de notícias e conteúdos midiáticos para favorecer a imagem de tal Partido e formar a população através de tal ótica. Sob esse viés, pode-se perceber que em vésperas de eleições há um aumento da disseminação de notícias falsas, com o objetivo de favorecer tal Partido, para que tenha uma influência na formação de opinião da população. É visto um exemplo desse artifício  de campanha com a  morte de Marisa Letícia, mulher do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foram desencadeadas por agentes políticos com objetivos definidos, o que poderia contribuir para fortalecer uma eventual candidatura de Lula na próxima eleição presidencial.

Portanto, é fundamental que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o Ministério de Educação, juntamente com o Ministério da Cultura crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nas redes sociais que expliquem o que são as chamadas “fake news” e advirtam os internautas do perigo da alienação, sugerindo ao interlocutor criar o hábito de buscar informações de fontes variadas e manter em mente o filtro a que ele é submetido. Somente assim, será possível combater a passividade de muitos dos que utilizam a internet no país.