Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 09/04/2020

A internet pode oferecer riscos quando o assunto é o espalhamento de mentiras e boatos. As famosas “fake news” são dispersadas à multidões com apenas um clique; geralmente com notícias bombásticas (“breaking news”) os falsos “posts” em redes sociais, como o Facebook e Instagram, chegam aos milhões de visualizações e compartilhamentos. O número de internautas cresce a cada dia, assim o público também aumenta.

Embora os aspectos positivos da internet e redes sociais sejam muitos (a exemplo a proximidade de pessoas distantes e a grande rede de “network” e amizades), o principal palco para a disseminação de notícias falsas, exageradas ou até desatualizadas é a internet - mais precisamente as redes sociais. O grande contingente de usuários corrobora para o espalhamento mais veloz e mais abrangente dessas mentiras e boatos; visto que estes usam o Facebook e outras redes sociais como fonte primária de informação, esquecendo de pesquisar a veracidade do exposto antes de compartilhá-lo.

Quanto maior o acesso à informação tende-se a ser maior o desserviço prestado pelos meios de comunicação de massa. A propagação da mentira, do pânico, das “fake news” permitem aos criadores destes conteúdos  o controle de massas - estudado pela Escola de Frankfurt. Os ideais iluministas do século XVIII diziam que a ciência e a tecnologia libertaria o homem - e de fato o libertou -, já o estudo de Adorno e Horkheimer  mostra o lado negativo, evidenciado na época por Hitler e a disseminação do nazismo. Hoje algumas evidências, no cenário brasileiro, são a polarização política exagerada, a justiça própria apoiada pelos internautas e até mesmo o ataque a figuras públicas.

Infere-se, portanto, que o mau uso dos consumidores e a busca pela informação nos lugares inadequados geram consequências. A propagação de falsas notícias poderia ser evitada pelos órgãos de comunicação, como jornais e sites ditos informativos e o uso consciente iriam exponencialmente diminuir as consequências causadas por essas “fake news”.