Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 11/04/2020
A série televisiva “Elite” retrata a história dos estudantes do colégio Las Encinas, uma instituição de prestígio da Espanha. Dentre eles, está Cayetana, uma jovem aparentemente comum, mas que esconde grandes segredos ao construir uma identidade falsa sobre si mesma, disseminando mentiras em seu colégio e na internet. Concomitante a isso, torna-se crescente a divulgação de mentiras e boatos pela internet. Nessa perspectiva, tal desafio deve ser analisado e superado de imediato.
É relevante abordar, primeiramente, de acordo com a ONU (Organização das Nações Unidas), quanto ao acesso a rede, que transformou-se em direito universal, posto sua amplitude na produção, distribuição e uso da informação e comunicação pelo mundo. Apesar de seus benefícios, a internet também apresenta consequências nocivas aos usuários. Segundo dados divulgados pela OEA (Organização dos Estados Americanos), os principais alvos da web são os jovens e crianças, frequentemente vítimas da divulgação de informações privadas e caluniosas.
Faz-se mister, ainda, salientar os obstáculos que agravam a situação, tais como as mazelas perceptivas quanto as atribulações online, pelos usuários ou responsáveis dos navegadores. De acordo com Zygmunt Bauman, autor de “Modernidade Líquida”, as redes sociais e a internet estabelecem um sentimento de liberdade ilusória em decorrência de seu dinamismo funcional, além de se caracterizarem como armadilhas contemporâneas, sintoma da enfermidade das atuais relações humanas.
Infere-se, portanto, que medidas devem ser tomadas a fim de contornar a situação. Urge que o Ministério da Educação, juntamente com o setor midiático, por meio de palestras e campanhas físicas e virtuais, executadas por profissionais qualificados, conscientizem e alerte os usuários quanto aos efeitos perniciosos provenientes da disseminação de mentiras na internet e dos perigos ofertados pela rede, além de meios