Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
“Fake News”: Termo em inglês, porém popular em todo o mundo, usado para denominar informações falsas que são publicadas, principalmente, em redes sociais. Esse método é usado como forma de aumentar a audiência, com títulos alarmistas ou distorcidos, ou para criar um boato e reforçar um pensamento. Dessa maneira, prejudicam-se pessoas comuns, celebridades, políticos e empresas.
De início, cabe destacar que a disseminação de notícias falsas é uma ferramenta também utilizada como forma de mudar opiniões e afetar diretamente as escolhas das pessoas. A popularização da expressão “Fake News” ganhou força mundialmente em 2016 com as eleições presidencias dos Estados Unidos, época em que conteúdos não verídicos sobre a candidata Hillary Clinton foram compartilhados de forma intensa pelos eleitores de Donald Trump.
Além disso, vale ressaltar que algumas informações inverídicas podem gerar um incentivo à violência, uma vez que criminalizam alguém e a sociedade, mesmo isenta de maiores informações, o julga culpado. Em 2014, o Brasil presenciou o caso de uma Fake News que teve um fim trágico. Notícia divulgada pelo UOL Notícias relatou que moradores de Guarujá/SP lincharam uma mulher até a morte por causa de um boato divulgado no Facebook. Ela foi acusada de sequestrar crianças para fazer rituais de magia negra, no entanto, a informação era falsa.
Dessa forma, cabe ao Governo e a escola trabalharem em conjunto para a resolução do problema. Aquele deve promover campanhas instrutivas, que ensinem a identificar quando uma notícia pode ser falsa. Esta deve adicionar a matéria de educação digital ao ano letivo, para que assim a população não seja enganada e saiba reconhecer as “Fake News”, que vem se aprimorando por meio das mídias sociais.