Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 10/04/2020

Durante a Primavera Árabe, o meio cibernético foi utilizado para difundir ideais democráticos visando a libertação de governos ditatoriais. De maneira contrária a esse fato, a internet tem sido palco de um aprisionamento do imaginário humano a mentiras, devido ao compartilhamento de notícias falsas. Logo, medidas são fundamentais para mitigar o impacto dessa problemática.

De acordo com Steve Jobs, empresário americano, a tecnologia move o mundo. Sob tal ótica, percebe-se o grande impacto da internet na vida humana, retratado pelo volume de acessos e o contato quase constante com esse meio. Em conformidade, as redes cibernéticas se caracterizam pela sua enorme velocidade e pela facilidade de acesso a informações. No entanto, há prejuízos nesse processo, observado pela análise desenfreada e superficial por parte dos internautas, fazendo com que não ocorra, na maioria dos casos, uma verificação acerca da veracidade dos fatos. Por conta disso as pessoas tem sido bombardeadas com vários boatos diariamente. Sendo assim, a função de informar da internet pode ser melhor analisada pelo viés da desinformação, e além disso, aprisionar os indivíduos em irrealidades.

Segundo Joseph Goebbels, Ministro de Imprensa e Propaganda da Alemanha nazista, uma mentira repetida mil vezes, torna-se verdade. Nesse sentido, deve-se ressaltar o papel catastrófico que uma mentira atinge no meio cibernético. Isso pode ser analisado visto que uma informação nessa ferramenta atinge um grande contingente populacional, em pouco tempo e de várias formas, de modo as pessoas absorverem com confiança o fato e pratique ações moldadas por esse “conhecimento”, em alguns casos irreversíveis. Prova disso é o caso de uma mãe, veiculado no G1, que foi linchada após o compartilhamento de informações falsas sobre ela no facebook. Destarte, esse panorama demonstra que o impacto de um boato pode ser fatal.

Isaac Newton, um dos mais importantes físicos da história, postulou em sua primeira lei que um corpo tende a se manter no estado de inércia até que uma força atue sobre ele. Portanto, devem ocorrer ações para mudar essa realidade no Brasil. É necessário que o Ministério de Educação difunda conhecimentos acerca dos perigos da internet e a necessidade de se fazer o uso consciente dessa ferramenta. Isso pode ser feito por meio da inserção de uma matéria que fale sobre tecnologia na grade curricular das escolas, visando ensinar a utilizar a rede cibernética de forma crítica, com métodos e práticas para verificar a veracidade das informações consumidas, para que os impactos causados por uma mentira nas redes sociais sejam mitigados. Assim, a internet será utilizada para disseminar, somente, ideais libertários como na Primavera Árabe, gerando autonomia do pensar e agir.