Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 12/04/2020
As revoluções industriais, segundo Milton Santos, deslocaram o mundo para o meio técnico-científico-informacional onde a internet, segundo o geógrafo, tem fundamental importância nas relações interpessoais. Portanto, é evidente que o compartilhamento de mentiras e boatos na internet afeta negativamente a sociedade causando desinformação em massa.
Em primeira análise, a disseminação de notícias falsas é explicado pela ideia de pós-verdade, proposta pelo escritor e roteirista sérvio-americano Steve Tesich. Segundo Steve, a preponderância de visões individuais sobre os fatos faz com que a pessoas sejam suscetíveis a compartilhar mentira, desde que elas correspondam as próprias convicções. Pode-se observar como exemplo o plano Cohen, que ocorreu em 1937, quando o militares brasileiros simularam uma revolução judaico-comunista no Brasil, que foi creditada devido ao medo já existente de comunistas no país.
Ademais, é notório que os boatos e mentiras espalhados na internet contribui para que as pessoas vivam, em analogia ao mito da caverna de Platão, no mundo das sombras, sem conhecer a própria realidade. Segundo o psicanalista Sigmund Freud só se pode libertar de uma situação quando se torna consciente da existe dela, logo, para se livrar da alienação causada pela propagação em massa de notícias falsas deve tomar consciência da densa existência das ‘‘fake news’’ e pesquisar melhor as fontes.
Faz-se premente portanto diligências para acabar com a propagação de mentiras e boatos na internet. Logo, ante a problemática, é necessário que o Governo Federal continue e aumente a veiculação das campanhas educacionais, assim como a criada pelo Senado Federal, mostrando como a população pode identificar as notícias falsas e incentivando a denuncia dessas noticias com a campanha intitulada ‘‘Desconfie, se for mentira, denuncie’’ diminuindo assim o número de boatos e mentiras na internet e tornando-a um lugar mais seguro e agradável a todos os cidadão