Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 11/04/2020
Segundo o pesquisador das tecnologias da inteligência, Pierre Lévy, em sua obra “Cibercultura”, criou-se o conceito de “inteligência coletiva”, na qual, a rede possibilita acessar e compartilhar dados criando uma teia de informações que tem por função nos beneficiar. Porém, tanta informação alinhada a falta de meios para correta averiguação de sua natureza verossímil gerou, uma sociedade de falsas verdades, onde a ignorância permeia, afetando todo o corpo social. Nesse ínterim, os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet devem ser analisados sob o contexto laboral.
Primeiramente, é fulcral pontuar que é necessário ter uma sociedade sabedora e consciente dos riscos das notícias falsas. Contudo, nota-se o contrário. Segundo as ideias do pensador, Thomas Hobbes, o estado deve condicionar o bem-estar populacional. Entretanto, no Brasil, segundo a revista Galileu, as notícias falsas se difundem 70% mais rápido. Fato explicado, pela ineficácia de ações governamentais, no que se concerne ao desenvolvimento de meios para informar e alertar a população que gera, por consequência dessa negligência, no aumento da desinformação, culminando em mais casos dessa natureza. Portanto, deve-se tomar sérias medidas para combater essa realidade.
Ademais, é imperativo ressaltar que o universo das redes sociais corrobora significativamente para o dinamismo da divulgação e compartilhamento de notícias. Segundo o escritor Chileno, Pablo Neruda, “você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências.” Partindo desse pressuposto, a prática de compartilhar dados sem a natureza comprovada deve ser penalizada. Pois, o Brasil, tendo cerca de 67% da sua população usuária das redes sociais, segundo dados do Ministério das comunicações, vê nessa prática uma grande ameaça. Gerando consequências, como ataques e ameaças infundadas a pessoas e grandes empresas, assim como a construção de uma sociedade sem pensamento crítico cada vez mais degenerada e longe da chamada “inteligência coletiva”.
Dessa maneira, impele-se que sejam feitas ações para alertar e conscientizar a população sobre os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet. Para isso, o Poder legislativo em parceria com poder midiático, devem investir em campanhas publicitárias sociais e educativas do tipo “slice of life”, que busca através de exemplos do cotidiano, promover um maior impacto sob público-alvo, com especialistas em análise de dados. De modo que o senado em parceria com banqueiros formem fundos de verbas a fim, de dar cobertura monetária e assim, manter o projeto eficiente. Para ter uma população informada, com senso crítico e dar fim a essa prática.