Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 11/04/2020

O desenvolvimento de tecnologias de comunicação é um marco da segunda metade do século XX. Nesse contexto, os fluxos informacionais intensificaram-se, contudo o compartilhamento de notícias falsas é um risco e essa discussão tem ganhando proporções alarmantes nos últimos anos. Por um lado, há um senso comum da internet enquanto “terra sem lei”, por outro, a ânsia por informação, leva muita vezes a desinformação e, possíveis condutas criminosas.

No Brasil, há uma série de legislações que regulam as atividades virtuais, o marco civil da internet, por exemplo, foi considerado para muitos especialistas como um avanço. Na esfera criminal, têm-se a conhecida  lei Carolina Dieckmann, que pune comportamentos de invasão, rastreio, roubo de dados, entre outras condutas. Contudo, apesar da vigência dessas mecanismos legais, a máxima de que a internet é uma “terra sem lei”, parece vigorar no ideário populacional, e priorizando por essa máxima, cometem diversos delitos.

O compartilhamento de notícias falsas  pode ser conduta tipificadora de crimes como calúnia, injúria e difamação. No Brasil, por exemplo, há aproximadamente 105.000.000 de internautas, que necessitam possuir responsabilidade acerca das suas condutas no ambiente virtual. Há casos de linchamentos coletivos, prisões arbitrárias, divulgação de notícias que ferem princípios morais e éticos, feitas através do compartilhamento em massa da reportagens tendenciosas, que, não passaram pelo crivo de uma checagem do leitor.

Portanto, o caminho a ser percorrido é longo, mas não utópico. Partindo da premissa maior da educação enquanto mecanismo de desenvolvimento social, há uma necessidade expressiva de se trabalhar o conteúdo “fakes news” na educação. Destaca-se o papel de levar para a discussão pontos como: como checar informações, responsabilidade de uso da internet, legislações existentes. Além disso, a intensificação na fiscalização, criação de ouvidorias que recebam denúncias podem ser caminhos viáveis.