Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 12/04/2020
“De tudo o que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com sua extraordinária irracionalidade.” Frente à assertiva de Virgínia Woolf -escritora britânica-, podemos refletir sobre as relações do ser humano com a internet, pois uma ferramenta que deveria ser fundamental para o conhecimento, é usada, de forma irracional, para difundir mentiras e boatos falsos. Nesse viés, os riscos de compartilhar notícias falsas devem ser analisados , para que eles possam ser mitigados.
Em primeiro lugar, cabe destacar que a difusão de discursos falsos, através das mídias digitais -as conhecidas Fake News -pode manipular prejudicialmente as massas em torno de algo vital para a sociedade. Isto é, empresas, figuras públicas, questões políticas, campanhas de saúde estão sujeitas a prejuízos significativos. Um exemplo que comprova isso são as ideias alarmistas falsas contra a campanha de vacinação para o sarampo no Brasil, que teve seu alcance populacional diminuído e este passou, novamente, a afetar a população. Assim, fica evidente a falta de instrução da população em relação ao censo crítico diante das publicações virtuais.
Ademais, a dificuldade de identificar o que é verdadeiro na internet é um risco para a população. Nesse contexto, infelizmente, existem grupos que criam Fake News como cópias idênticas das páginas originais e, pelo alto fluxo de informações, impedem que o leitor veja os detalhes menores de plágio. Dessa maneira, pesquisas apontam que 80% dos usuários do Facebook acreditam nas informações que visualizam nessa página de compartilhamento. Logo, é notória a relação prejudicial entre o alto fluxo de informações e a incapacidade de discernimento da população.
Portanto, urge que Governo Federal, em parceria com as escolas e com os principais sites, crie medidas educativas. Isso deve ser realizado por meio da inclusão de educação virtual na grade escolar e através de campanhas de alerta nas páginas mais acessadas da internet. Assim, a curto e longo prazo, a sociedade educada melhorará sua postura frente às tecnologias e as usará de forma racional agregando conhecimento.