Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 12/04/2020

“Assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida”. Frase esta proferida por Mahatma Gandhi - levada para os dias atuais - mostra as consequências do compartilhamento de mentiras no maior meio de comunicação criado na sociedade: a internet. Uma problemática que deve ser debatida e solucionada pelo governo, em especial, os órgãos responsáveis.

Antes de mais nada, vale ressaltar os estudos realizados pela agência Advice Comunicação Corporativa, na qual indicou que 78% dos brasileiros se informam pelas redes sociais, dentro dessa porcentagem, 42% já compartilharam notícias falsas e, apenas 39% checam a veracidade do assunto antes de difundi-la. Em outras palavras, isso aponta a irresponsabilidade do usuário e a vontade do rápido conhecimento em detrimento do desejo pela certeza da sua validade.

Outrossim, é a lei que ampara e puni crimes virtuais. Atualmente, não há no Brasil uma legislação específica sobre a divulgação de “fake news”, entretanto, aqueles que se considerarem vítimas de boatos podem buscar medidas judiciais como a indenização ou até mesmo uma condenação aos crimes de calúnia, difamação e afins. Assim sendo, deve haver um direcionamento no uso da internet para se apropriar do conhecimento, deixar que as notícias sejam propagadas pela imprensa, por páginas oficiais de credibilidade e não por correntes em que a verdade conveniente é a prioridade.

Medidas, portanto, devem ser feitas para resolver esse impasse. Empresas do mundo virtual, como o Google e o Facebook, a partir de critérios válidos e coerentes, podem escolher e publicar notícias confiáveis, além de punir aqueles que não o fazem, desde o impedimento da utilização da conta, até a denúncia e as devidas medidas no campo judicial. Ademais, o Ministério Público Federal distribuir panfletos e criar portais virtuais no intuito de mostrar os riscos da disseminação de boatos (tanto para quem cria, quanto para quem consome) e, como combatê-los.