Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 13/04/2020
Com o avanço da tecnologia propiciado pela Terceira Revolução Industrial, a difusão de informações e notícias ascendeu exponencialmente, trazendo consigo o benefício de obtermos informação na palma da mão. Por outro lado, trouxe, também, a disseminação de notícias falsas, denominadas de fake news, que acarretam impactos sociais de grande escala, por exemplo, incitando na população sentimentos de violência, injustiça, entre outros. Cabe analisar os fatores que favorecem este quadro.
Segundo pesquisa feita pelo instituto Ipsos, em 2016, cerca de 3/4 da população adulta americana acreditava que notícias falsas eram verdadeiras, mostrando, assim, que poucas pessoas apresentavam a habilidade de discernir quais notícias são, de fato, verídicas. Grande parte dos entrevistados alegaram utilizar o aplicativo Facebook como sua maior fonte de notícias, levando, assim, a análise sobre a efetividade das políticas contra esse tipo de informações.
Em 2014, de acordo com uma reportagem feita pela TV Cultura, uma mulher foi morta ao ser linchada por vizinhos, no bairro do Guarujá em São Paulo, após ser apontada como sequestradora em uma fake news, disseminada em um grupo virtual, na qual houve a divulgação de um retrato falado inventado que, supostamente, seria da vítima. Esse caso mostra uma das consequências mais graves sobre espalhar informações equivocadas em redes sociais.
Faz-se mister, ainda, salientar que há barreiras para a consolidação de políticas que viabilizem melhores informações aos leitores. Dessa forma, as empresas responsáveis pela transmissão de notícias juntamente ao MCTIC, devem montar equipes preparadas para analisar a autenticidade das informações, e, por meio de algoritmos, levar dados verídicos aos usuários, com a finalidade de diminuir a propagação de publicações falsas. A partir dessas ações, espera-se promover uma sociedade mais segura à todos.