Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 12/04/2020
Os Mitos Gregos se tornaram um meio de expressão de ideologias, ainda que, a maioria fossem baseados em suposições sobre a Grécia Antiga, pelos próprios Gregos. Todavia, o atual cenário mundial vive riscos que vão além do âmbito cultural, sobretudo, diante de compartilhar mentiras e boatos no ambiente “online”. Nesse sentido, convém analisar as consequências e medidas diante disso.
A priori, vale ressaltar que os conteúdos compartilhados na internet não têm paradeiro controlável. Segundo entrevista realizada nos Estados Unidos pelo BuzzFeed, site especializado em mídias, o Facebook está em terceiro lugar como maior fonte de notícias para os americanos, tornando-se uma estatística alarmante, visto que, está a frente de um dos maiores jornais do país e do mundo, o New York Times. Desse modo, torna-se indubitável ponderar que, hoje, as redes sociais ganham destaque como meio de informação, mas, além de destorcer o seu cunho interativo, adquire a responsabilidade e possibilidade de expor a informação através de qualquer sujeito e, muitas vezes, sem excelência frente a qualidade do conteúdo que será acessado por inúmeros usuários.
Como se não bastasse, o compartilhamento de mentiras e boatos pode se tornar prejudicial em âmbitos diversos como saúde, alimentação, pessoal e familiar. A exemplo da saúde, a vacinação foi alvo de inúmeras notícias “Fake News” nos últimos anos, que circularam e colocaram em risco a sua importância para com a vida da população. Para o eminente filósofo Aristóteles, o sábio nunca diz tudo o que pensa, mas, pensa tudo o que diz. Logo, é necessário avaliar a importância da informação e orientação sobre assuntos graves, para quem infelizmente acredita em tudo que tem acesso.
Portanto, a fim de atenuar os riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet, o Estado deve investir em segurança da informação. Nesse sentido, devem ser organizados canais de denúncia para acesso do usuário na internet, presente em parcela expressiva dos sites e links mais comuns, desenvolvidos por estudantes acadêmicos de graduação, do ramo da tecnologia e informática, em prol de tranquilidade ao acesso, tornando público, em forma de avisos na tela, quando alguma página não conter amparo por este mecanismo. Além disso, é de suma importância que publicações informativas sobre como identificar tais conteúdos sejam constantemente compartilhados, não somente por sites e páginas oficiais do Governo, mas também por mídias alternativas como TV, rádio, jornais impressos e digitais, para que a população como um todo tenha acesso com equidade e esteja protegida.