Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 15/04/2020

Redes antissociais

Desde a Segunda Guerra Mundial, a informação e o poder derivado da informação, não estão mais concentrados exclusivamente nas mãos dos governos, mas também nas corporações multinacionais, especialmente devido ao advento da internete. Logo, algumas empresas compartilham inverdades em troca de “cliques”, dinheiro ou influência. Ademais, cidadãos irresponsáveis compartilham informações sem a verificação da confiabilidade de seu conteúdo. Tanto o crime quanto a imprudência culminam na proliferação de “Fake News” ou notícia falsa. Essa viralização de inverdades gera consequências irremediáveis para pessoas físicas ou jurídicas por meio de informações manipuladas que acabam nas telas de celulares de pessoas sem senso critico causando vítimas.

Em primeira análise, convém ressaltar que a população é prejudicada por notícias falsas vindas de fontes primárias mal-intencionadas. Ou seja, um crime é realizado de forma dolosa. Logo a desinformação é passada de computador para computador ou celular para celular, como um vírus que denigre a imagem de empresas por conta de uma mentira. Haja vista, o caso do surto de sarampo na Europa causado por um artigo científico de que a vacina causaria autismo. Entretanto, anos mais tarde descobriu-se que o médico responsável pela pesquisa havia forjado resultados para se beneficiar monetariamente com o desenvolvimento de outro medicamento. Consequentemente, milhares de indivíduos adquiriram o sarampo por não tomar a vacina, decorrente de uma ação totalmente irresponsável, conferido como crime.

Em segunda análise, há o compartilhamento indiscriminado de informações sem sua verificação, isto é, existe a busca pela chama pós-verdade ou a tendência de busca de informações que estão de acordo com crenças e valores de cada indivíduo. Ou seja, valorizam-se opiniões ao invés de fatos. Isto é, ocorre a imprudência, ou seja, não se pensa nas consequências sociais pelo simples fato de concordar ou não com a informação. Um exemplo desse obscurantismo, isto é, o estado completo de ignorância, foi o caso da senhora assassinada pelos vizinhos depois que se espalhou a “Fake News” de que a mesma realizava magia negra com crianças. Logo, a ignorância e a falta de verificação dos fatos causaram a morte de uma pessoa inocente. Torna-se evidente, portanto, a necessidade de investigações das fontes de notícias sensacionalistas, com o intuito de praticar crimes contra empresas ou pessoas públicas. Para isso, o poder Judiciário, por meio da inteligência policial deve investir em inteligência artificial para que se identifique a origem de notícias falsas com rapidez e faça o autor responder juridicamente pelo crime. Ademais, o pensamento crítico deve ser desenvolvido com a colaboração de toda a população, por meio da verificação das fontes de informações antes de compartilhá-la ou publicá-la. Assim agindo, espera-se verificar uma diminuição na viralização de notícias falsas na internete e uma evolução no combate às “Fake News”.