Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet

Enviada em 16/04/2020

O menor desvio inicial da verdade multiplica-se ao infinito à medida que avança. Com tal declaração, proposta pelo filósofo Aristóteles, é possível notar que o maior risco de compartilhar mentiras e boatos na internet advém da rápida disseminação delas. Nesse sentido, cabe analisar os principais impactos disso na sociedade, são eles: tomar decisões equi-vocadas com base em informações falsas e a desinformação coletiva.

A princípio, com o advento da internet, os indivíduos não só são bombar-deados com milhares de informações, como também as compartilham, ma-joritariamente, sem checar a veracidade delas. Tal fato torna-se ainda mais preocupante quando é considerado que as notícias falsas se espalham 70% mais rápido, segundo dados da pesquisa do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, publicado pela revista Science. Desse modo, é inaceitável que, mesmo com a Constituição de 1988 que garante o acesso de todos à informação, um simples “click” prive a população desse direito essencial.

Com efeito, as pessoas podem tomar decisões equivocadas que as coloquem em risco ou a outros. Isso é claramente evidenciado com o caso do médico Andrew Wakefield, que publicou uma pesquisa inverídica em 1998, apontando a vacina contra sarampo como causa de autismo e, devido a isso, muitas pessoas param de tomar a vacina, colocando a si e a outros em perigo. Logo, é imprescindível que todos tenham consciência do impacto negativo que o compartilhar mentiras pode causar.

Em suma, medidas são necessárias para que a proposição de Aristóteles não se perpetue. À vista disso, o Governo Federal deve, por meio de subsí-dios estatais, criar uma junta em cada Estado, com a contratação de profis-sionais da área de comunicação digital e da área jurídica. A finalidade des-sa junta é ensinar a população como apurar melhor as informações, atra-vés de postagens nas redes sociais e anúncios na TV e no Youtube. Além disso, deve receber denúncias em casos de suspeita de notícia falsa, in-vestigar e aplicar punições ao autor, se necessário. Dessa forma, será possível assegurar o acesso a todos a informação segura como prevê a lei.