Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 14/04/2020
Na Grécia Antiga, Sócrates se opunha aos sofistas e criticava o uso da retórica para manipular a verdade. Com o surgimento e a facilidade do uso da internet e das redes sociais, as falsas noticias se espalham exponencialmente mais rápido, porém, como visto, não é um problema atual, apesar das contrastantes proporções. As fakes news acarretam inúmeras consequências e riscos à sociedade como na área da saúde e o incentivo a violência. De acordo com o instituto de tecnologia de Massachusets, as informações falsas possuem 70% mais chances de viralizarem que as verdadeiras, isso fica explicito no caso da fake news sobre o autismo ser consequência das vacinas, o artigo, o qual já foi negado inúmeras vezes, foi publicado em 1998 e causa, até hoje, movimentos mundiais anti-vacina. Este,tem trazido de volta doenças, antes erradicadas, e matato, novamente, muitos adultos e crianças, um verdadeiro caos na saúde mundial, por conta de uma mentira contada a mais de 20 anos atrás. Além da questão de saúde, as noticias falsas também incentivam a violência; linchamentos, mortes de destruição, por consequência de uma mentira,se tornou recorrente nas redes televisivas. Em 2018, imigrantes venezuelanos foram mortos, agredidos e tiveram seus pertences carbonizados, em Roraima, por conta de um boato. Aceitaram, sem questionar, que um homem foi ferido por venezuelanos e ao procurar ajuda em um hospital não foi atendido- pois o hospital só atendia imigrantes- deu “autorização” para atacarem e expulsarem os refugiados do Brasil. Com isso, é essencial que mais medidas sejam tomadas para o combate a disseminação de falsas verdades. É de responsabilidade da OMS a divulgação, em âmbito nacional, de propagandas televisivas que divulguem os riscos a saúde de repassar informações sem checar sua veracidade. Junto com o Governo, as escolas desempenham o papel de ensinar a identificar o que é mentira e treinar o senso critico das crianças,desde muito novas, para que, as mesmas, se tornem adultos mais preparados e conscientes a essa nova realidade.