Riscos de compartilhar mentiras e boatos na internet
Enviada em 15/04/2020
Com o advento das redes sociais, as famosas Fake News vêm tomando grande espaço no cenário informacional do Brasil; o que por extensão, contribui para errôneas influências na formação do pensamento acerca de tudo que nos é relevante.
A propagação de mentiras é uma atitude antiética por si só, visto que se trata de um meio desonesto para a obtenção de algum benefício próprio. Todavia, além de naturalmente imoral, ela se torna uma prática ainda mais depauperante ao causar prejuízos sociais, como a manipulação pública e as consequências da mesma.
É evidente que nem todos os responsáveis pela disseminação de boatos e mentiras fazem isso mordazmente, ou por “desonestidade intelectual”. Entretanto, os efeitos provocados são exatamente os mesmos em ambos os casos.
Na Internet, esses aborrecimentos podem ser imensamente mais catastróficos, devido ao alcance que cada nova informação possui de se difundir, especialmente se essa informação for alarmista.
Segundo pesquisadores, as eleições de 2018 foram certamente influenciadas pelas notícias falsas, e isso é tendência para as próximas eleições. Estando certos ou errados, uma coisa é fato indiscutível: a evolução das tecnologias traz consigo uma proporcional evolução dos recursos disponíveis para a propagação de notícias. Estas, que em grande parte, não possuem fundamento algum e nem boa procedência.
Portanto, mister se torna ressaltar a importância da conscientização a respeito de como devemos agir diante desta excessiva quantidade de informações, às quais estamos tendo cada vez mais acesso.
Isto é, conferindo as fontes das notícias, as datas de suas publicações, e lendo-as em sua totalidade; em outras palavras, simplesmente adquirindo o hábito de contestar tudo (até mesmo as notícias sensacionalistas que nos agradam). A fim de que assim seja possível o desempenho de uma cidadania plena.
Pois, como diz o filósofo Charles Bukowski, “onde quer que a multidão vá, corra na direção contrária (…).” Fazendo alusão às massas, que de forma “rebanhesca”, acreditam cegamente na primeira coisa que lhes é dita.